Postado por: Rubens Lucas domingo, março 18


Acredito que podemos decidir o que vamos deixar e o que iremos carregar na bagagem da vida. Há coisas que precisam ser deixadas, principalmente, o que no passado nos fez tropeçar, atrasando nossa caminhada. Em minha caminha na fé, pude testemunhar alguns acontecimentos que fiz questão de não esquecer porque se tornaram grandes aprendizados pra mim. 

“Disse Jesus a seus discípulos: É inevitável que venham os escândalos, mas ai daquele pelo qual eles vêm. Melhor fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho e fosse atirado no mar, do que fazer tropeçar um destes pequeninos.” (Lucas  17.1-2)

No mesmo instante em que reflito sobre o versículo acima, minha alma se enche de temor e tremor, pois, lembro-me de alguns casos envolvendo homens do altar, muitos dos quais eu mesmo os admirava e de certa forma até me espelhava. Homens que foram instrumento de Deus na operação de grande milagres e que de suas bocas saiam palavras tão edificantes e poderosas que assemelhavam-se ao antigos profetas. Mas, que infelizmente, foram de um extremo ao outro, se um dia serviram como luzeiros de Deus nesse mundo, com a queda espiritual se apagaram, sendo transformados como que em pedras de tropeço e motivo de escândalo para os que ainda são débeis na fé. 

Enquanto há imaturidade na fé, a pessoa não caminha com as próprias pernas, mas, vive a comer na mão dos homens como se deles dependesse. Inconscientemente, acham que é preciso ter uma religião ou um conselheiro que lhes sirva de guia para só então se sentirem seguras. A igreja evangélica está cheia de pessoas assim, que acreditam estar com suas vidas nas mãos de Deus, quando na verdade, se colocaram nas mãos de homens. Homens de fé que poderão as auxiliar de alguma maneira até certo ponto, mas, que estão sujeitos a falharem como qualquer ser humano. O mau exemplo de quem era tão estimado costuma ser o suficiente para que a fé de almas alicerçadas na areia seja devastada.

A revelação do pecado de alguém que deveria dar exemplo não escandaliza os maduros na fé, mas, serve como combustível que os move a vigiar mais e a guardar a sua fé com mais disciplina. A lógica é a seguinte: se pessoas que aparentemente estavam tão próximas de Deus sofreram uma terrível queda, humildemente, devemos reconhecer a necessidade de redobrar nossa atenção nesta estrada apertada que conduz a salvação.

Sabemos que nenhuma queda espiritual acontece da noite para o dia, é algo sorrateiro e paulatino, um processo imperceptível aos que andam distraídos com as preocupações terrenas. A decadência espiritual de muitos se deu quando começaram a tolerar conversas, amizades ou hábitos nocivos a fé que em outros tempos simplesmente condenavam e logo “cortavam” o mal pela raiz. O exemplo dos cristãos que caíram é o suficiente para entendermos que todos estamos sujeitos a queda e que precisamos estar em alerta quanto a esta realidade.

Vigiemos e oremos :"(...)não nos deixes cair em tentação." (Lucas 11.4)

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