Postado por: Rubens Ennes quinta-feira, novembro 16



O rei Belsazar foi anfitrião de um grande banquete cujos convidados pertenciam a elite babilônica. Acompanhado de suas mulheres e concubinas e empolgado com o esplendor da festividade (e com o vinho), Belsazar resolve fazer uma demonstração do "seu” poder, menosprezando o Todo Poderoso Deus de Israel ao mandar trazer para sua festinha particular os utensílios sagrados de ouro e de prata que haviam sido retirados do Templo em Jerusalém.

Nada foi registrado nas Escrituras a respeito de sua personalidade antes desta ocasião, entretanto, o filho de Nabonido acabou revelando toda a pobreza do seu espírito quando teve o poder em mãos. Costumamos ouvir que para se conhecer uma pessoa, basta que se dê algum poder a ela. O problema não está no poder em si, porque ao contrário do que muitos dizem, ele não é capaz de corromper o homem, mas, ele pode ser útil para revelar um lado do ser humano que até então, era desconhecido para a própria pessoa. O que apodrece a alma é a vaidade que ao invés de ser refreada e contida, é alimentada com a ilusão que os privilégios do poder proporcionam.

O interessante é que nem é necessário recebermos tanto poder assim para que as evidências de uma natureza caída comecem a se manifestar. Às vezes, basta existir uma possibilidade de estar acima dos demais, para que sejamos deformados em comportamento e caráter. Muitos chegam ao ponto de esquecerem que a qualquer momento toda sua pujança pode se evaporar, e que só existe UM que tem o poder sempiterno, o Deus de Abraão.   

Ao conhecermos a Verdade, podemos estar criando um sério “problema” para nós, o de não ter mais como se desculpar dizendo:“Senhor, eu não sabia!”. Penso que isto pode ter pesado para agravar ainda mais a situação de Belsazar, pois, ele sabia de tudo o que acontecera a seu avô Nabucodonosor, que no auge do seu reinado havia ficado tão vaidoso e cheio de si, que foi derrubado do poder e perdeu toda a sua glória. (Dn 5.22) Nabucodonosor perdeu o juízo e passou a agir como um animal, comendo capim e dormindo ao relento, e isto durou até que ele reconhecesse que o Deus Altíssimo é Soberano e que domina acima dos reinos deste mundo. (Dn 4.30-37)

Voltando ao banquete da ostentação do vaidoso Belsazar, sua festividade foi interrompida pela aparição sobrenatural de uma mão escrevendo palavras misteriosas na parede. Belsazar fica transtornado e pálido, começa a tremer da cabeça aos pés e finalmente cai em si e percebe a loucura que fez, mas, era tarde demais, sua riqueza, sua autoridade, seu reino e sua glória não seriam suficientes para livrá-lo de colher do fruto amargo do que havia plantado. Enquanto Belsazar se divertia em seu banquete, os persas invadiram a cidade e deram fim a Babilônia e a seu arrogante rei.

“O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda.” (Pv 16.18)

Para o nosso próprio bem, a prudência exige que sejamos mais humildes.













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