Postado por: Rubens Ennes segunda-feira, agosto 14

Viver em sociedade nos traz algumas imposições, dentre elas, a inserção obrigatória de todos nós em vários grupos específicos. Cada grupo social tem o seu próprio modo de operar. Tanto no trabalho, na escola ou em família encontramos um sistema que depende de um conjunto de regras pré-estabelecidas para funcionar. O estabelecimento de um padrão ideal de comportamento facilita o convívio diário e a sua observância é importante quando se deseja alcançar objetivos na vida sem manchas em nossa ética e moral.

Há mais de uma semana, fui perguntado se existe algo de positivo no famoso "jeitinho brasileiro", fiquei sem resposta e sinceramente, até agora não consegui encontrar o lado bom da coisa.  Talvez, eu pudesse citar algumas soluções criativas que foram encontradas por gente que precisou se virar para superar as dificuldades da vida, mas sei que eu estaria sendo ingênuo, uma vez que estas pessoas se encontram no rol das exceções. Mas infelizmente, o jeitinho brasileiro é normalmente atribuído ao maligno hábito de achar que podemos ser mais espertos que a maioria e que por tanto, podemos fazer nossas próprias regras para obter vantagens a qualquer custo.

Entretanto, enganam-se quem acha que este desvio de caráter seja exclusividade de nosso país, os fariseus de Marcos 7.9 nos provam que independente do local ou da época, existe no homem a inclinação em trilhar o torto caminho das facilidades. Segundo o Senhor Jesus, eles eram muito bons em darem um jeito para deixar de lado a vontade de Deus e sem que ninguém percebesse, estabelecer as suas próprias regras, como se estas fossem mandamentos de Deus. Não existe nada de positivo na arte de ser “bom” em distorcer os fatos só para impunemente, continuar fazendo a própria vontade.

“E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.” (Mc 7.9).

Quando uma mãe se esmera para que o filho entenda que precisa ser honesto, trabalhador e estudioso, ela não está pensando em si mesma, mas no futuro deste filho, principalmente quando ela não estiver mais aqui. Se deixarmos a nossa arrogância de lado, conseguiremos reconhecer que apesar de inconveniente, colocar freios que nos ajudam a não sair da pista ao longo do percurso de nossa existência se faz necessário.

O desrespeito aos limites da disciplina pode não trazer danos imediatos, mas isto, não significa que conseguiremos evitar suas consequências futuras. Quem tenta encurtar o caminho burlando regras para não ter que se dar o trabalho de esperar, de aprender, de mudar e de se esforçar, desamparado ficará no temporal mais forte que se levantar, quando começar a ruir a linda casa que irresponsavelmente construiu sobre o solo arenoso das facilidades. Melhor é a sabedoria do que a esperteza.









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