Postado por: Rubens Ennes domingo, fevereiro 12


"E que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha. Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi." (Mt 21.28)

A atitude que este filho tomou não condizia com a resposta que havia dado a seu pai, ele falou uma coisa e fez outra. Se ele não iria fazer o que o pai mandara, por que ele respondeu prontamente que faria? O que o motivou a agir desta maneira? O mais provável é que tenha sido movido pelo medo da reação de seu pai ante sua rebeldia, e para não sofrer uma repreensão ou punição, agiu com malícia. 

O filho malicioso representava os religiosos hipócritas que tanto se opuseram ao Senhor Jesus, homens que por conveniência fingiam se importar com o Deus de Abraão através de um aparente zelo na observação da Lei. Conheciam a vontade do Pai, mas, não esboçavam qualquer arrependimento pelos pecados que escondiam. 

Enquanto a malícia pode ser definida como a intenção ou a habilidade de enganar, a hipocrisia é o ato de fingir ter virtudes que na verdade não possui. A malícia caminha de mãos dadas com a hipocrisia. Elas trabalham em parceria na construção de um personagem que entra em ação sempre que alguém deseja desesperadamente causar uma boa impressão. 

O malicioso se empenha apenas para atender a expectativa dos que exercem alguma influência sobre ele, faz o suficiente para fugir das conseqüências ruins e não ser criticado ou para ser elogiado e promovido. Seu esforço nunca é aplicado no seu aprimoramento como ser humano, mas, na dissimulação. Ao contrair a malícia, perdemos a percepção que muito do que tem sido exigido ou esperado de nós tem uma razão superior para existir, logo, as regras passam a ser seguidas apenas para “inglês ver”, apenas para efeito de aparência. O malicioso não acha que precisa ser, basta parecer.

Neste contexto, lembramos daquele funcionário que na ausência do patrão fica disperso, jogando conversa fora, deixando o tempo passar enquanto finge que trabalha, mas, que na presença do seu empregador tenta se mostrar eficaz e proativo. De igual forma, age aquele marido que aparenta ser um chefe de família exemplar, sempre atencioso e gentil quando está entre seus amigos em algum evento social, mas que no convívio diário, desperta na esposa um sentimento de aversão por seu egoismo, avareza e truculência.

Quando o cristão é contaminado pela malícia, seu relacionamento com Deus passa a estar limitado as quatro paredes da igreja, e como se mostra outra pessoa longe dela, sua prioridade se resume em não ficar mau falado entre os irmãos. É muito comum as pessoas religiosas declararem seu amor a Deus afirmando que Ele é tudo para elas. Mas, se agimos com tal hipocrisia, mostramos que o nosso tudo na verdade é o prestígio que achamos ter diante dos homens.

E o que Deus pensa não é importante? A opinião de Deus não conta? Não para o malicioso, porque para ele, tudo está bem enquanto ninguém descobrir. O que importa é zelar pela boa reputação, mesmo que a mentira, o orgulho, o adultério, os ressentimentos, a maledicência e demais pecados tenebrosos continuem presentes, só que escondidos debaixo do tapete.










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