Postado por: Rubens Ennes quarta-feira, dezembro 21


Como saber se uma pessoa é de Deus? Quem tem autoridade para separar o joio do trigo? Nicodemos tinha o seu próprio método para identificar quem é quem: “Este, de noite, foi ter com Jesus e lhe disse: Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.”  (João 3.2) 

Este é o critério mais utilizado até os dias de hoje para identificar se alguém é realmente de Deus ou não. Seguindo esta mesma linha de pensamento, podemos dizer que aqueles que forem capazes de impressionar ao realizarem grandes feitos, certamente são homens ou mulheres de Deus. O que não é verdade, pois este conceito falho se baseia apenas em sinais externos, o que contraria aquele que é o foco principal da atenção de Deus, o interior do homem.

A resposta do Senhor Jesus é esclarecedora:“A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3.3). Apesar de sua sinceridade, devoção, profundo conhecimento das Escrituras e de não levar uma vida promíscua, o problema não estava no rótulo e sim no conteúdo. Nicodemos não estava apto para entrar no Reino de Deus porque não era nascido de Deus.

A igreja primitiva era formada por gentios (não judeus) e judeus, que por serem descendentes biológicos de Abraão e trazerem no corpo o sinal externo de aliança com Deus (circuncisão), tinham a arrogância de se considerarem "mais" de Deus que seus irmãos gentios. Entretanto, o Espírito Santo através do apóstolo Paulo os alertou sobre o que realmente é importante para Deus: “Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura.” (Gálatas 6.15). 

Em nossos dias, é comum muitos evangélicos se envolverem em debates acalorados nas redes sociais como se tivessem alguma razão de ali estarem. Entre zombarias, acusações e ataques pessoais nesta jihad gospel, o que se destaca é uma disputa feroz e egoísta para provar que são os verdadeiros cristãos, que possuem a melhor teologia ou que suas denominações religiosas são as únicas que vivem a sã doutrina, enquanto todos os demais são tachados de apostatas e hereges. O problema é que em nome da apologética cristã, aquilo que realmente importa está sendo deixado de lado. 

O diabo é um manipulador extremista, com ele é “oito ou oitenta”. Ou ele tentará convencer o homem através de um bombardeio de acusações de que ele é um caso perdido e que jamais receberá o perdão de Deus; ou se esforçará para acreditarmos que já somos bons o suficiente para sermos salvos, afinal, "existe gente muito pior que a gente nesse mundo". Mas, o que está em questão não é o quão bom ou mal nós somos; e sim, se passamos ou não pelo processo do segundo nascimento.

O que importa não é a frequência na igreja, o cargo que ocupa, as obras que já realizou ou qualquer elemento da rotina religiosa que costuma mascarar a realidade. Segundo o Senhor Jesus, o novo nascimento não é uma opção, e sim, uma condição para entrar no Reino de Deus. É preciso que estejamos dispostos a sacrificar a nossa velha criatura com suas vontades e desejos que tanto animam a nossa carne, para que um novo homem seja gerado em nós pela ação do Espírito Santo através da Sua palavra.











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