Postado por: Rubens Ennes terça-feira, outubro 25




Meditando no capítulo 14 de Jeremias podemos encontrar algo bem intrigante. Assim como nos dias de hoje, os falsos profetas sempre existiram no meio de Israel. Eram  homens que tiravam proveito de sua posição religiosa para obter privilégios, sempre mentindo usando o nome de Deus. Estes inconsequentes, cedo ou tarde acabam conhecendo a justiça de Deus. (Jr 14.14-15)

Ok, até aqui tudo bem. Cada um é responsável pelos seus atos e irá colher daquilo que plantar. Mas, o que a gente encontra no versículo 16, à primeira vista, parece uma grande incoerência. Vejamos:
O povo a quem eles profetizam será lançado nas ruas de Jerusalém, por causa da fome e da espada; não haverá quem os sepulte, a ele, a suas mulheres, a seus filhos e a suas filhas; porque derramarei sobre eles a sua maldade.”

Como assim? Os falsos profetas enganam o povo e as pessoas também são punidas? Uma multidão acaba pagando pelos pecados de um? A base do trono de Deus é a justiça, mas isto não está parecendo nada justo.

Pois bem, ao longo dos séculos, muitas religiões têm levado o engano à humanidade através de falsas doutrinas, mandamentos inventados e distorção da verdade através de versículos isolados. Aproveitam-se da sinceridade das pessoas e buscam gananciosamente apenas os seus próprios interesses, tudo “em nome de deus”. Isto tudo é muito nojento, mas infelizmente, não podemos definir as pessoas que supostamente foram ou estão sendo enganadas como meras vítimas.

Convenhamos, é muito atraente para cada um de nós, a ideia de poder transferir a culpa para algo ou alguém. É a saída mais rápida na tentativa de escaparmos das possíveis consequências. A dura realidade é que a preguiça para pensar e meditar na Palavra de Deus; somada a falta de interesse em conhecer a Sua vontade, têm feito com que muitos simplesmente aceitem como verdade tudo o que um determinado líder religioso diz.
                                                                                       
Segundo as Escrituras Sagradas, é responsabilidade de cada pessoa analisar as informações que recebe, independente de quem possa estar trazendo a tal revelação. Somente a voz do próprio Deus é inquestionável, mas não a de um homem que supostamente fala em nome d’Ele. (1Jo 4.1)

Os cristãos da cidade de Beréia se destacavam por causa disto: "Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram, de fato, assim" (At 17.11). Apesar do apostolo Paulo ter operado sinais em Beréia, os cristãos daquela cidade determinaram se Paulo era de Deus ou não, comparando sua pregação com as Escrituras.
Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.” (At 5.29)

Diante de Deus, não importa o que os outros estão tentando fazer com a sua vida, importa o que você está fazendo com ela. Muitas pessoas sofrem hoje porque permitiram que terceiros pensassem e tomassem decisões por elas.



















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