Postado por: Rubens Ennes domingo, junho 21




O que leva uma pessoa se entregar a doença só porque nesta condição recebe mais carinho e atenção? O que leva uma pessoa nutrir ressentimentos de alguém só porque acha que não poderia ser tratada daquele jeito? O que leva uma pessoa sentir-se perseguida quando é criticada, mesmo que seja uma crítica construtiva? O que leva uma pessoa entender como humilhação o fato de ser repreendida por um superior?

A resposta a todas estas perguntas pode ser encontrada no conselho maligno de Pedro ao Senhor Jesus: "Tem compaixão de ti, Senhor" (Mateus 16.22)

A compaixão é uma virtude divina que nos faz sentir a dor de nosso próximo ao ponto que não conseguimos ficar inertes ou indiferentes ao sofrimento alheio. No entanto, existe uma pessoa que você jamais deve ter compaixão: você mesmo. Tomemos como exemplo o próprio Senhor Jesus que sempre teve compaixão de todos, mas que não teve dEle mesmo. Se formos compassivos com nós mesmos, cairemos numa armadilha perigosa e diabólica.

Quando temos nossa integridade física ameaçada buscamos instantaneamente a proteção, seja colocando as mãos na frente, inclinando a cabeça e o corpo para trás ou simplesmente, fechando nossos olhos. Como possuímos este instinto natural de autopreservação, não temos necessidade de alimentar sentimentos de dó para com nós mesmos.

A ideia de ter mais compaixão de si próprio tem levado muita gente a se sabotar, colocando-se na posição de vítima. Quando fazemos isto, nos tornamos especialistas em procurar e encontrar justificativas para nossos fracassos e razões para evitar dores e sacrifícios necessários para o avanço de nossa vida.  

Não tive sorte na vida, isso só acontece comigo, Deus deve ter alguma coisa contra mim, ninguém gosta de mim, eu não sei fazer nada direito, para quem está de fora é fácil falar, queria ver se fosse contigo... – São apenas algumas palavras de gente que não está sendo honesta consigo mesmo. Quem vive tendo compaixão de si próprio carrega uma covardia disfarçada, pois, se esconde atrás de uma infinidade de lamentos que a torna ainda mais sofrida.

Em meio as desgraças que assolaram a Jerusalém, o Senhor Deus pergunta ao Seu povo: “quem teve compaixão de ti? ” (Isaías 51.19). Ninguém teve! Havia conflitos, destruição, miséria e fome, mas não havia quem se compadecesse e estendesse a mão para ajudar. A mensagem era clara: Israel tinha que parar de lamentar os infortúnios e reagir, do contrário, tudo poderia ficar ainda pior.

Era preciso se levantar com coragem e determinação para sacrificar em obediência a Deus o que fosse necessário. A estes, que deixam o coitadismo de lado e assumem a privilegiada posição de filho de Abraão, o Todo Poderoso promete: "Assim diz o teu Senhor, o SENHOR, teu Deus, que pleiteará a causa do seu povo: Eis que eu tomo da tua mão o cálice de atordoamento, o cálice da minha ira; jamais dele beberás" (Isaías 51.22)  

Quem vive a esperar que algo ou alguém resolva seus problemas, sempre vai estar entre os “pobre-coitados” deste mundo. Mas, quem crê nas Promessa de Deus já é um privilegiado e jamais será vítima das circunstâncias.

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