Postado por: Rubens Ennes terça-feira, janeiro 27


Logo que cheguei na adolescência, insisti para que meus pais me inscrevessem na escolinha de futebol do Internacional de Porto Alegre, queria jogar futebol. Não, nunca tive qualquer intimidade com a bola, e apesar de ser perna-de-pau, sempre gostei de jogar futebol. Quando enfim consegui me tornar aluno da bendita “Escola Rubra”, percebi que aquilo que eu mais gostava de fazer era o que menos acontecia em nossas aulas por ali. (hein?!)

Como o objetivo destas “escolas” é formar atletas de futebol e ter um bom condicionamento físico é fundamental para qualquer atleta, o trabalho de preparação física era intenso e rigoroso. Em um dia, tínhamos que dar inúmeras voltas no campo correndo, em outro, fazíamos uma série de exercícios pesados na caixa de areia, voltava pra casa exausto e com a musculatura dolorida. E somente uma vez por semana era realizado o esperado treino coletivo com bola, quando finalmente eu poderia me divertir um pouco.

Depois de alguns meses, acabei pendurando as chuteiras e saindo da escola por achá-la chata e cansativa demais. Claro que o problema não estava na escola, eu é que estava procurando diversão em um lugar em que o futebol era assunto sério. Eu nunca quis ser um jogador de futebol, talvez por ter consciência das minhas limitações, mas, se quisesse, seria obrigado aprender a “gostar” daquilo que eu achava tão chato naquela época.

Geralmente, aquilo que irá gerar resultados positivos à nossa vida, nos valorizar como pessoa ou que vai nos fortalecer espiritualmente serão tarefas bem chatas e cansativas em alguns momentos. Por exemplo, embora sabemos que os estudos, o trabalho e os exercícios físicos sejam atividades benéficas a nós mesmos, vai haver dias que até aqueles que gostam, não terão vontade nenhuma de estudar, trabalhar ou se exercitar.

O ser humano tem se afastado tanto de Deus ao ponto de se tornar tão fútil, que tudo o que ele faz precisa ser legal, divertido ou prazeroso o tempo inteiro, não importando se o que está fazendo é inútil, superficial ou sem valor algum. Por isto, você não precisa se achar o pior pecador do universo só porque às vezes você acha chato e cansativo até os fundamentos básicos de um relacionamento com Deus, a oração, o jejum ou a meditação na Palavra; nossa natureza é assim.

Mas, apesar destas reações serem absolutamente naturais e portanto, compreensíveis, teremos problemas seríssimos se nos conformarmos com esta natureza pecaminosa e não buscarmos diariamente a transformação daquilo que sempre fomos. Se temos como alvo principal a salvação de nossa alma, esta transformação não é opcional, ela é obrigatória.

" E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12.2).

Todo cristão deve ter a consciência que é sua a responsabilidade de “assassinar” diariamente essa natureza terrena, ignorando o que se sente ou se deseja, não se importando com aquilo que prefere ou detesta, mas, escolhendo sempre fazer o que é justo, puro, decente e principalmente, que agrada a Deus. (Cl 3.5)

Muitas coisas são chatas ou cansativas até criarmos o hábito. Quando rompemos as barreiras impostas por nossa carne, o que era pesado ou entediante pode se tornar prazeroso. Perseveremos em criar bons hábitos que nos aproximem de Deus.  

Pr.Rubens Ennes













Comentários
1 Comentários

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  1. Muito forte e nos leva a pensar,,o que parece chato ou cansativo hoje,,nos trará benefícios amanha...

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