Postado por: Rubens Ennes domingo, maio 4



“Palavra do Senhor, que veio a Jeremias, dizendo: dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras. Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas. Como o vaso, que o oleiro fazia de barro, se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu”. " (Jeremias 18.1-4)

Quase todo mundo sabe o que é um oleiro e o que ele faz. O oleiro é uma pessoa que trabalha e molda o barro, para fazer com ele vários objetos. Antigamente os oleiros trabalhavam o barro com as mãos, dando-lhes diferentes formas. O barro era colocado sobre rodas (duas pedras circulares) que estavam unidas por um eixo central de uma roda maior perto do chão, ao girar com os pés a roda inferior, fazia girar também a roda superior, e com as mãos moldava o barro que girava, assim, os utensílios de barro eram feitos de acordo com a vontade do oleiro. Talvez os oleiros de hoje já não trabalhem como no tempo de Jeremias, naquela época não havia eletricidade para fazer girar a roda e tinha que trabalhar com os pés, desta maneira eles podiam dedicar toda sua atenção para trabalhar com as mãos um barro sujo, feio, impotente e que não servia para nada, é assim que chegamos na Igreja.

O oleiro está determinado a transformar esta massa que não tem forma nem beleza alguma, em um objeto de arte e útil. É interessante notar o contraste entre a massa de barro (lama) e as belas e variadas peças de cerâmica que resultam do trabalho do oleiro. O oleiro tem um plano perfeito para o barro; e em sua mente, ele vê um produto acabado.

Nossa vida é como esta roda, imagine que o barro tivesse vida e escapasse da roda. Como seria o seu fim? Em nada, em um montão de terra molhada, e que a chuva levaria com facilidade. Porém, é na roda sob a pressão das mãos do oleiro, que o barro toma forma e se torna em um lindo vaso útil.

Podemos pensar que, depois de passar pela roda está terminado o processo, ainda não, é necessário que o oleiro o leve para a forno para que passe pelo fogo, e assim torna-se duro e resistente.

Quantas vezes falamos com Deus, “Senhor me usa como um vaso nas suas mãos”, mas esquecemos que antes de ser usado ele é levado ao fogo. E o que aconteceria se o vaso tomasse a decisão de fugir do forno? Se quebraria no primeiro atrito, não teria nenhum valor, e teria que desfazê-lo por ser algo inútil.

Existe um oleiro diferente dos demais. Este tem como particularidade amar com loucura à suas obras, estas por sua vez, são livres e as vezes rejeitam o forno, e até mesmo a roda.
Quando um desses objetos se quebra, este oleiro não deixa num canto jogado, ao contrário, Ele toma de novo e o coloca na roda para ser moldado novamente.

Mas não se esqueça, primeiro se escolhe o barro, depois é levado a uma roda, e finalmente termina no fogo. É assim que Deus molda os seus servos, primeiro ele escolhe e usa a roda da vida com suas pressões para que eles sejam moldados de acordo com a sua vontade, e depois de tudo isso são levados ao forno, que são as provas mais duras que podemos enfrentar, que nos tornam mais fortes e mais resistentes, e uma vez que saímos do forno, estamos preparados para ser utilizados para o propósito para o qual fomos criados.


Pr. José Ferro








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