Postado por: Rubens Ennes terça-feira, abril 8





Havia um homem, cristão dedicado, vivia muito feliz com sua família: uma esposa admirável e dois filhos queridos. Certa vez empreendeu longa viagem, ausentando-se do lar por vários dias. No período, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados. A mãe sentiu o coração dilacerado de dor.

No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura. Mas, uma preocupação lhe vinha à mente: como dar ao esposo a triste notícia? Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção. Lembrou-se de fazer uma oração, pedindo a Deus auxílio para resolver a difícil questão.

Alguns dias depois, num final de tarde, o homem retornou ao lar. Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos. Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços.

Alguns minutos depois, estavam ambos sentados à mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos. A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido:
- Deixe os filhos. Primeiro quero que você me ajude a resolver um problema que considero grave.

O marido, já um pouco preocupado, perguntou:
- O que aconteceu? Notei você abatida! Fale! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.

- Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo! O problema é esse... Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que você me diz?

- Ora, mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades! Por que isso agora?

- É que nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!

- Podem até ser, mas não lhe pertencem! Terá que devolvê-las.

- Mas eu não consigo aceitar a ideia de perdê-las!

E o homem respondeu com firmeza:
- Ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo! Vamos devolvê-las, eu a ajudarei. Faremos isso juntos, hoje mesmo.

- Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito. As jóias preciosas eram nossos filhos. Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem Ele veio buscá-los. Eles se foram...

O homem compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram muitas lágrimas.

Autor desconhecido



Quando perdemos pessoas especiais em nossa vida, um buraco enorme fica no peito; o choro e o desabafo se fazem necessários, não somos de ferro. Mas precisamos seguir em frente, mas como fazê-lo? 

O próprio Deus afirma: "Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos." (Isaías 57.15) Somente o Espírito Santo é capaz de consolar, confortar e fortalecer, e é a Ele que devemos se apegar ainda mais nestas horas.


A morte faz parte do ciclo natural do ser humano e não seremos a primeira e nem a última pessoa a passar por esta triste experiência. Podemos escolher entre ficarmos chateados e magoados com Deus porque não teremos mais aquela pessoa conosco ou ficarmos agradecidos por Ele ter nos dado o privilégio de conhecer e conviver com alguém tão especial em meio a este mundo sujo, ingrato e injusto.


Pr. Rubens Ennes







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