Postado por: Rubens Ennes terça-feira, novembro 19




Se hoje em dia existe um pecado imperdoável, é o sexismo. Nós somos condicionados, por pressuposições modernas sobre a igualdade, a reagir contra quaisquer distinções de função entre homens e mulheres. Algumas pessoas quando leem que Deus criou a mulher como a “adjutora” (Gn 2.18), que “o varão [é] a cabeça da mulher” (1 Co 11.3), que as esposas devem se sujeitar (Ef 5.22) ou que somente os homens devem liderar a igreja (1 Tm 2.12), instintivamente pensam, Que injustiça! A questão é ainda mais séria, porque, ao longo da história, os homens usaram a sua força física superior para explorar as mulheres, e às vezes a Bíblia é citada de maneira inapropriada, para justificar os maus tratos às mulheres.

Infelizmente, é verdade que, na história da igreja, os dons das mulheres não foram apropriadamente afirmados. Mas historicamente, onde quer que o cristianismo tenha se espalhado, a condição das mulheres melhorou. Essas nações onde as mulheres são mais exploradas hoje em dia são as que têm menos exposição ao Evangelho. A Bíblia ensina que os homens e as mulheres foram criados igualmente à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.27,28) e que toda vida humana é sagrada. Os cristãos estiveram entre os primeiros a possibilitar a educação e outros direitos às mulheres.

E o que dizer do patriarcado intrínseco nas Escrituras? As feministas evangélicas (que defendem os direitos iguais) rejeitam as distinções de funções, argumentando que a Bíblia foi escrita em um contexto patriarcal, mas que nós já não estamos mais nesse contexto. De modo que o casamento é uma parceria igualitária com mútua submissão (cf. Gn 2.24; Mt 19.4,5; Ef 5.31), e as mulheres devem se envolver em todos os ministérios de igreja. Mas os seus esforços para explicar os “textos difíceis”, por exemplo, 1 Timóteo 2.8-15, não são convincentes. As estudiosas feministas que rejeitam a autoridade das Escrituras simplesmente dizem que a Bíblia está errada neste aspecto.

Nós devemos estar dispostos a desafiar as pressuposições contemporâneas à luz das Escrituras.
Pressuposição 1: Igualmente significa similaridade. Falar de funções diferentes é descriminação.
Resposta: Igualmente não significa similaridade. As três Pessoas da Trindade são iguais em divindade, mas diferentes em função.
Pressuposição 2: A diferença em função diz respeito diretamente ao valor pessoal. Submissão é igual à relegação.
Resposta: Submissão não significa ter menor valor. O Filho se submete ao Pai embora seja igual em divindade, e a sua submissão é a sua glória.
Pressuposição 3: As mulheres só terão autoridade quando tiverem se tornado a mesma coisa que os homens (ocupando os mesmos empregos e alcançando as mesmas condições).
Resposta: As mulheres não têm que ocupar os mesmos empregos que os homens para ter autoridade. Está ideia insulta o grande número de mulheres que consideram o sucesso relacional de maior importância do que o sucesso na carreira. A Bíblia honra estas mulheres que foram esposas, mães e criadoras de lares (Pv 31; 1 Tm 5.9,10,14) bem como mulheres que serviram e trabalharam de outras maneiras.

Se abandonarmos as falsas pressuposições, podemos ver que a Bíblia fornece uma grande afirmação às mulheres. Deus as designou maravilhosamente para gerar e alimentar a nova vida, equipando-as de vária maneira (física, emocional, psicológica) para estas tarefas. A vocação de esposa e mãe é uma vocação exaltada. A Bíblia também afirma a vocação das mulheres solteiras (1Co 7.34), as que são incapazes de ter filhos biológicos: elas podem ser “mães espirituais” para muitos. Deus adota as mulheres com qualidades distintivas que podem ser usadas não apenas na família, mas também em muitas áreas do ministério, bem como no ambiente de trabalho.

Os homens que lideram a igreja são responsáveis pela capacitação de outros membros para o ministério, incluindo as mulheres (Ef 4.12). O Novo Testamento menciona muitas mulheres que estiveram envolvidas em importantes ministérios. Maria Madalena, Joana e Suzana viajaram com Jesus e os Doze, e deram apoio financeiro ao seu ministério (Lc 8.1-3). Enquanto todos os discípulos (menos um) estavam escondidos, depois da prisão de Jesus, vária mulheres testemunharam a morte de Jesus e prepararam o seu corpo para o sepultamento (Mt 27.55). A primeira aparição de Jesus, depois de sua ressureição, foi as mulheres (Mt 28.1-7). A igreja em Jerusalém se reunia na casa de Maria, mãe de João Marcos, aparentemente uma mulher de posses (At 12.12). Paulo elogiou Febe e outras colaboradoras (Rm 16); Evódia e Síntique lutaram com ele na causa do Evangelho (Fp 4.3); Priscila e seu esposo ensinaram Apolo (At 18.26); as mulheres oravam profetizavam nas reuniões da igreja de Corinto (1 Co 11.5); as viúvas piedosas erram colocadas em uma lista oficial – provavelmente para receberem ajuda e para o desempenho de um ministério de oração a serviço prático (1 Tm 5.3-10). Muitos creem que as diaconisas estavam envolvidas com um ministério de misericórdia (1 Tm 3.11). Os obreiros deveriam capacitar as mulheres maduras a ensinar as mulheres jovens (Tt 2.3-5).


Os que veem papéis definidos pelo sexo nas Escrituras afirmam que a Bíblia explica o significado por trás de distinções de sexo. A força masculina pode servir para proteção e provisão. Muitas mulheres são dotadas com um “designo de adjutora” – são capacidades relacionais de nutrir e cuidar. Estas qualidades distintivas e a maneira como nos relacionamos uns com os outros, refletem algo mais profundo no próprio Ser de Deus. Em resumo, um olhar mais atento às Escrituras mostra que as mulheres são honradas e confirmadas na Bíblia. Elas não são pessoas de segunda classe aos olhos de Deus.

Sharon James
Fonte: Bíblia de Estudo Defesa da Fé







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