Postado por: Beatriz Lima quarta-feira, maio 8





Clique AQUI para ler a Primeira parte.
Clique AQUI para ler a Segunda parte.
Clique AQUI para ler a Terceira parte.

Clique AQUI para ler a Quarta parte.


Tive que tomar uma atitude muito difícil, mas era necessário, então para não correr o risco de sofrer mais abusos tive que sair de casa, foi muito doloroso porque não tive apoio nenhum e minha mãe não mostrou preocupação alguma comigo. Não tinha para onde ir, na primeira noite dormi numa praça, foi uma experiência horrível. Depois, uma amiga me acolheu em sua casa até eu conseguir outro lugar.

Tudo isso me machucou muito, com o passar do tempo aquela tristeza se transformou em raiva, e depois em ódio da minha própria mãe, sentia-me muito rejeitada. Passei por tudo calada, não tinha coragem de desabafar com ninguém e só me sufocava com aqueles maus sentimentos, e lembranças amargas do passado.

Quando me dei por conta estava perdida novamente, mesmo de obreira, sofria e não pedia ajuda. Então, aos poucos deixei sujar meu coração, comecei a ter maus olhos para com as outras obreiras, voltei a ver vultos, ouvir vozes, ver pessoas mortas, ter desejo de suicídio, e fiquei dois anos nessa situação, quem olhava para mim achava que estava tudo bem, pois era muito dedicada no que fazia na igreja, mas por dentro só eu sabia como eu realmente estava. Consequentemente, não tinha mais vontade de vestir o uniforme de obreira, e dava sempre uma desculpa.

Estava tão perturbada que cheguei ao ponto de querer sequestrar uma obreira para torturá-la até a morte, e pensava, “eu vou para o inferno, mas ela vai junto!” e desejava seu sangue. Cada dia que se passava eu piorava, mas ainda tive uma chance.

Era um domingo de santa ceia e naquele dia não fui à igreja pela manhã, à noite resolvi ir, mas não consegui tomar a Ceia, estava inquieta e não via a hora de ir embora. Lembro que quando já estava no fim da reunião, fui logo para a porta de saída, mas para minha surpresa, no instante que ia saindo o pastor ainda no altar disse: “a obreira que está saindo aí, espera só um minuto, pois quero falar com a senhora”, naquele momento meu corpo começou a tremer, e cheia de ódio disse baixinho: “desgraçado! Não acredito.”, queria sair correndo dali, mas não tive outra escolha a não ser aguardar. Ele sabia que eu não estava bem e queria me ajudar.

De repente, um mal-estar tomou conta de mim, depois ficou tudo escuro. Não sabia o que estava acontecendo comigo. Quando voltei em si, no momento que abri meus olhos vi o pastor e sua esposa em minha volta, o segurei pela gravata num ato de desespero e em prantos disse: “me ajuda pastor, por favor, por favor!” e com uma voz branda ele disse: “Calma, nós vamos te ajudar obreira, calma”, e em seguida fez a oração da fé para que eu me libertasse daquele mal. 

Depois da oração me senti bem e leve, todo aquele desespero já tinha passado, mas ainda faltava uma coisa, limpar o meu coração do ódio, então, naquele mesmo dia pedi perdão para todos aos quais guardava mágoa, e me perdoei também não permitindo mais que aquelas lembranças ruins perturbassem a minha mente. Não foi fácil passar novamente por um processo de libertação, mas aquele casal cuidou de mim como uma filha, e me acompanhou passo a passo. Lutei com todas as minhas forças, então consegui vencer todo aquele tormento e finalmente me libertei.

Era questão de honra me levantar e dar a volta por cima, para ser uma pessoa melhor do que antes. Fiquei anos como obreira, mas por não vigiar sujei meu coração e escandalizei a muitos que me viam como exemplo. Aprendi da pior forma possível, mas recomecei uma nova história, e hoje estou aqui para contá-la! Agora eu posso salvar porque primeiro fui salva, estou novamente como obreira, pela misericórdia de Deus, e vou até o fim para tirar uma alma do inferno, pois aprendi a não desistir das pessoas, como fizeram comigo e sei o quanto elas valem para Deus. 

E se você amigo (a) que leu a minha história e se vê na mesma situação, procure ajuda enquanto há tempo, e se não está assim, mas quer permanecer de pé, valorize as pessoas que Deus confiou em suas mãos e dê a vida por elas, pois se Ele te escolheu foi porque Ele viu em você condição não só de ter sua salvação, mas para fazer o que Ele fez: “salvar e buscar o perdido”, que muita das vezes está dentro da igreja, bem ao seu lado e você não vê.

 “Porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” 
(Lucas 15:24)













Comentários
1 Comentários

{ 1 comentários ... read them below or add one }

  1. Muito forte o testemunho da senhora Obreira, me ajudou muito ❤ Deus abençoe grandemente a senhora e que Ele a faça sempre um instrumento nas mãos Dele ❤❤

    ResponderExcluir

Para o Sentido Único, a sua opinião sobre o tema em questão é muito importante. Deixe seu comentário!

Receba as novidades do Blog em seu e-mail

Mantenha-se informado e atualizado

+ Recentes

Arquivos do blog

Sentido Único ©Copyright - Todos os direitos Reservados.. Tecnologia do Blogger.

Copyright © Sentido Único | Seguindo Sempre na Direção do Céu