Postado por: Beatriz Lima quarta-feira, maio 1




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Gostava de jogar futebol com algumas meninas, uma delas me chamava à atenção, e despertava certos desejos em mim. Um dia ela me convidou para jogar com o time de futebol do Grupo de jovens da igreja Universal, e então aceitei o convite só para estar perto dela. Daquele dia em diante passei a frequentar o grupo e em seguida às reuniões de membros da igreja. Não me lancei naquela fé de imediato, pois a minha visão de Deus era de um ser distante, lá no céu e eu na terra.

Daquele momento em diante foi travada uma guerra espiritual muito grande. Toda vez que ia para igreja, quando voltava para casa, à noite, levava uma surra do meu “amigo” imaginário, que me ameaçava e trancava os meus caminhos para tudo dar errado, e ainda tinha insônia, não conseguia dormir com medo, pois a violência dentro de casa ainda existia.

Para fugir um pouco dos problemas fui passar uns dias na casa de uma tia, lá eu poderia dormir mais tranquila. Puro engano! Chegando lá não mudou nada dentro de mim, aquela angústia só aumentava, porque não importava para onde fosse aquele mal me acompanhava. A frustração e o desespero só me faziam pensar em morrer, então, fui andar um pouco na rua, andei várias vezes na mesma rua de um lado para o outro, decidida a me jogar na frente de um carro, não sabia, mas naquela rua tinha uma igreja Universal, e mesmo passando em frente por repetidas vezes, não conseguia vê-la, mas sem perceber, quando me dei por conta já estava sentada lá dentro e me livrei do suicídio.

Um sorriso em minha direção me chamou a atenção. Era uma obreira que me notou entre tantas pessoas e estava vindo falar comigo. Como sempre, eu estava muito desconfiada e não falava muito, naquele momento dentro de mim tinha uma mistura de alegria e ódio, por um lado eu via que podia confiar que ela iria me ajudar, desejava ter aquela paz e alegria que a mesma transmitia para mim, mas por outro lado sentia uma raiva terrível contra aquela obreira que dava vontade de avançar em seu pescoço. Como odiar alguém que não conhecia, nem muito menos sabia seu nome?  E em meio a toda essa confusão em minha cabeça participei do culto naquela quarta-feira, e sai dali disposta a voltar na sexta-feira, pois o carinho e a atenção que recebi me fizeram ter vontade de voltar.

Na sexta retornei àquela igreja, era dia de libertação, e mais uma vez aquela obreira se aproximou de mim e se prontificou a me ajudar a se libertar de todo aquele inferno, e mesmo sem demonstrar alguma confiança no fundo sabia que podia contar com ela, não falava, mas lá no meu íntimo havia um grito de socorro, e parecia que aquela jovem obreira podia ouvi-lo. Me senti pela primeira vez valorizada, finalmente alguém me deu uma atenção!  No domingo fui novamente, mas tinha que voltar para casa e enfrentar o problema. Então, fui mais confiante crendo que tudo poderia mudar, mas a luta estava apenas começando, trocamos nossos endereços e passamos a se comunicar por cartas durante um bom tempo e me ajudou muito.

Voltei para o meu bairro e continuei a frequentar a Universal, daí fui entendendo o que era uma verdadeira entrega ao Senhor Jesus, lembro como se fosse hoje o pastor dizendo: “Você pensa que Deus está onde? Longe, lá no céu? Não! A morada Dele é no Santo dos Santos sim, mas a bíblia fala que Ele também habita com o contrito e abatido de espírito, então, Ele está aqui para te salvar e se você der uma chance e for sincero em suas palavras Ele virá sobre você!”. E essas palavras foram diretas ao meu coração era justamente assim que eu pensava e era tudo que precisa ouvir para entender o plano de Deus em minha vida.

Depois disso, cheguei em casa decidida a mudar de vida e disse para aquele “amigo” imaginário: “Você não vai mais me dominar, porque eu encontrei um Deus que é muito mais forte que você, e eu escolho Ele!”, e daquela noite em diante nunca mais o vi e tive a melhor noite de sono da minha vida. Mas ainda faltava uma coisa, o perdão! Era muito difícil perdoar, mas era preciso, e só houve uma verdadeira libertação quando perdoei e entendi que aqueles que fizeram mal para mim também eram vítimas.

E após ter tomado essa atitude, não ouvi mais vozes nem vi vultos, já não pensava mais em morrer. Tive o meu encontro com Deus e aquela sede de morte deu lugar à vida e o desejo de ajudar a todos quantos chegassem perdidos como eu cheguei à Universal. E depois de alguns anos fui levantada à obreira e pude ajudar as pessoas ainda mais.

Entretanto, essa história ainda teve mais um capítulo.











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