Postado por: Rubens Ennes segunda-feira, janeiro 14






Era uma vez um jumentinho que tinha nascido e vivido em Jerusalém há dois mil anos.
Naquela época, os jumentos e os cavalos eram tão valiosos e necessários quanto são os automóveis, nos dias de hoje. Todavia, os jumentos eram mais valiosos, pois assim como os automóveis compactos são mais apropriados para trafegar nas grandes cidades, com suas ruas lotadas, eles também se saíam muito melhor que os cavalos nos caminhos íngremes da região montanhosa de Jerusalém.

Além do mais, os jumentos se sentiam superiores a todos a todos os outros animais, porque apenas um deles, em toda a história da humanidade, tinha sido capaz de falar. Quem não conhece a lição que um jumento deu a Balaão, o profeta ambicioso? (Números 22.21-41)

Assim, aquele jumentinho, que nunca tinha sido montado, alimentava seus devaneios de glória e vaidade. Um dia, seu sonho parecia ter chegado. Alguém veio busca-lo quando diziam que o mestre precisava dele.

“Vejam só”, pensou ele, “o Mestre precisa de mim”. “Eu sabia que era mesmo muito importante. E agora, chegou a hora de todas nessa cidade reconhecerem meu valor.”

Assim lá foi ele, levado ao encontro do grande Mestre. Era um domingo e Jerusalém estava lotada. Aquele era o primeiro dia da semana mais importante do ano, quando todo o povo se reunia para comemorar a Páscoa, a festa mais tradicional do calendário judaico.

Não tinha dia melhor para a estreia do jumentinho “zero-quilômetro”. Muito gaboso, carregando o mestre, ele entrou na cidade pela porta principal e viu a multidão em delírio. Todos exultavam e lançavam as próprias vestes no caminho para que ele passasse sobre elas.  O jumentinho se sentia nas nuvens enquanto o povo batia palmas e cantava Hosanas.

Aquele dia espetacular tinha se tornado inesquecível na vida do animal.

Os dias foram passando e o jumento ainda vivia sob o efeito da fantasia que havia tomado seu coração. O Mestre, ele não viu mais. No entanto, isso não era lá importante, já que ele estava mesmo preocupado em se preparar para uma segunda entrada na cidade.

Dessa vez, ele queria que todos os seus amigos vissem sua glória e convidou os que encontrou pelo caminho. Ao se aproximar da cidade de Jerusalém, um deles ainda tentou adverti-lo a não ousar ingressar pela entrada principal, mas ele nem deu bola.

Muito orgulhoso, foi empurrando as pessoas como a dizer: “Sou eu, abram caminho comecem a gritar Hosanas”. Ele tinha pensado que a glória daquela outra entrada era para ele e não para o Mestre. Tomou uma surra e, até hoje, tem o lombo marcado.

Por isso, cada vez que conquistamos vitórias nesse mundo devemos sempre lembrar da história do jumentinho orgulhoso e nunca esquecer a quem pertence a glória.













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