Postado por: Rubens Ennes segunda-feira, junho 18




Como conviver com pessoas problemáticas.


Todos nós sabemos que é necessário haver critério na escolher das pessoas com quem iremos ter amizade e no que diz r
espeito à escolha da pessoa amada o cuidado deve ser muito maior. Mas, seja qual for a natureza do relacionamento, sempre iremos enfrentar algum tipo de problema.

O nosso orgulho tem sido o fator que mais contribui para o surgimento de problemas no relacionamento social porque nos dá o “poder” de tornar tudo mais complicado do que já é. É o que nos faz realizar julgamentos precipitados, interpretando as coisas de uma forma equivocada.

Em nosso dia-a-dia, é natural que enfrentemos algumas dificuldades na convivência social, amas surgirão situações em que iremos encontrar pessoas realmente problemáticas (complexadas, inseguras, rancorosas, sentimentais, etc.). É quando nos vemos diante de verdadeiras “bombas-relógio” ambulantes prestes a explodir. O que fazer?

O convívio com este tipo de pessoa sempre é difícil e costuma ser evitado por muitos cristãos que acreditam que a sua "santidade" está sendo ameaçada diante de tal pessoa. Fazem isto, numa tentativa de defenderem a própria fé. Apesar de muitos não reconhecerem, com o tempo, acabamos sim, sendo influenciados de alguma forma, pelas pessoas que são próximas a nós. Seja no jeito de falar, de se vestir ou de enxergar as situações da vida. 
Por isto, é altamente recomendado àqueles que ainda está tentando se libertar de um vício, que ela corte todos os vínculos (pessoas, lugares, etc.) com o "mundo" em que vivia. Mas, esta atitude de ser a solução porque existem convívios que são inevitáveis, como o que acontece no ambiente familiar, de trabalho ou até mesmo em um grupo dentro da igreja. E mais uma vez fica aquela pergunta no ar: então, o que devemos fazer?

Desarmando a bomba-relógio

Geralmente, pessoas problemáticas sofrem uma rejeição muito grande, pois alguns acreditam através do desprezo, quem sabe esta pessoa se "toque" e decida mudar. No entanto, esta atitude costuma provocar um efeito reverso, uma vez que a rejeição só conseguirá multiplicar os sentimentos ruins que aquela pessoa possa estar carregando.
 
Na realidade, estamos lidando com uma pessoa que necessita de ajuda e nunca pode ser vista como uma “ameaça” a nossa fé cristã, pelo contrário, o melhor seria enxergá-la como um estímulo para buscarmos ainda mais, a sabedoria de Deus e então, podermos ajudá-la com o proceder de um legítimo cristão. Quando existe uma comunhão verdadeira com Deus, a pessoa adquire maturidade suficiente para entender que esta convivência de “risco” pode se tornar uma grande oportunidade.


“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”.(Mateus 5.16) 




O próprio Senhor Jesus enfatizou aos seus discípulos que eles deveriam ser o SAL deste mundo, ou seja, aqueles que iriam impactar positivamente a vida dos que estão ao seu redor, aqueles que através do simples convívio conseguirão levar outras pessoas para mais perto de Deus, mas se houver intolerância, o máximo que conseguiremos será um “inimigo” a mais e uma alma a menos no Reino de Deus. Temos o dever de influenciar; de dar o sabor e não o contrário


“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. ” (João 13.34-35)


Talvez alguém poderá dizer: “Ah, mas eu já tentei me aproximar, fazer amizade, melhorar o convívio e não adianta, fulana continua sendo a mesma pessoa arrogante, mesquinha e difícil de se lidar. E quando vou dar um bom conselho ou falar do Senhor Jesus, aí mesmo que sou desrespeitado com deboches e piadinhas. Eu não sei mais o que eu faço! ”. O Senhor Jesus tem a resposta: “Se alguém não vos receber, nem ouvir as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés. ” (Mateus 10.14) Isso mesmo, se suas atitudes estão refletindo o Deus que você prega e ainda assim, a pessoa, mesmo sofrendo, permanece dura como pedra; não desanime por isto, mas siga em frente! 

Enquanto muitos seguem em seu egoísmo e hipocrisia, achando que se alguém não entende a sua fé, então é melhor ignorar esta pessoa; há uma verdadeira multidão aflita, sofrendo e sedenta de Deus. Se você NÃO tem como objetivo agradar a Deus, isso certamente não se aplica a você. Pois, ser cristão é ir na contramão não apenas do mundo, mas também de muitos sentimentos humanos.

Pr. Rubens Ennes













Comentários
2 Comentários

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  1. Veio de encontro ao que estava precisando de aprender!
    Por vezes não sabemos como agir perto de pessoas problemáticas, mas se as olharmos como uma oportunidade, então tudo muda!
    E é aí que nos tornamos verdadeiros instrumentos nas mãos de Deus!

    Obrigada! Que Deus o abençoe!

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  2. Eloisa, a decisão mais correta é encarar como um desafio.
    Nunca iremos conseguir mudar ninguém, mas com um bom testemunho, o Espírito Santo pode nos usar como inspiração ou motivação para tal pessoa tomar a decisão de mudar.
    Deus abençoe

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