Postado por: Rubens Ennes quarta-feira, novembro 23


Se perguntarmos a diversas pessoas sobre o melhor remédio para curar um resfriado, receberemos as mais variadas respostas, cada uma delas acompanhada de uma fórmula infalível diferente. Algo parecido acontece no campo religioso, quando muita gente não sabe como aconselhar um amigo que está sofrendo e acredita estar o ajudando ao recomendar: "Fulano, você precisa se apegar a alguma coisa" (geralmente, se referindo a uma crença ou religião). A intenção pode até ser boa, que é dar esperança a quem perdeu, só que dizer algo assim é muito vago, pois "alguma coisa" não indica que atitude tomar ou por onde se deve começar.

Ao seguir o "sábio" conselho, o sofrimento dessa gente é multiplicado pela busca inglória da felicidade, experimentando aqui e ali, doutrinas, filosofias ou religiões que são perfeitas na teoria. Só que na prática, o que vemos? Que as mesmas pessoas que defendem ou recomendam tal crença, não conseguem mostrar no próprio caráter ou no resultado de suas vidas aquilo que tanto pregam. 

Normalmente, essa gente vazia com conselhos igualmente vazios tem como base de suas convicções a tradição religiosa que herdaram. O grande problema não é a tradição em si, pois o que é útil e de valor deve ser preservado. O perigo está nas superstições disfarçadas de tradições. A superstição é um sentimento religioso atribuído a ignorância, quando segue-se piamente uma tradição que foi inventada por alguém e sabe-se lá por quais motivos. Quando a superstição entra em cena, a fé e a inteligência são deixadas de lado, e o que sobra são as rezas, as simpatias ou os objetos que imaginam trazer alguma sorte ou proteção. Na devoção a essas crendices, se deposita toda a esperança e a confiança em algo criado pela limitada mente humana, cometendo assim o pecado da Idolatria. (Is 44.9-20). 

O mais triste porém, é quando apesar de conhecer a Verdade, ainda assim, a pessoa insiste tratar Deus da mesma maneira que fazia com seus ídolos caseiros, tentando fazer Daquele que é Senhor, um simples amuleto, pois, se lembram do Soberano somente quando acham que precisam, "usam" e o "guardam no bolso novamente". E quando surgir outra emergência, apelarão mais um vez para o poderoso amuleto que acreditam ter.

Embora o Senhor, pela Sua infinita misericórdia, se coloque a disposição para nos ajudar, estando sempre pronto a ouvir nossas orações e a nos dar uma nova chance; Ele é Senhor e não aceita ser amuleto de ninguém. Cabe a cada um de nós decidir se seremos servos do Altíssimo ou senhores de nossas vidas. (Lc 6.46)


"Porque ele me ama, eu o resgatarei; eu o protegerei, pois conhece o meu nome. Ele clamará a mim, e eu lhe darei resposta, e na adversidade estarei com ele; vou livrá-lo e cobri-lo de honra. Vida longa eu lhe darei, e lhe mostrarei a minha salvação." (Sl 91.14-16)

Deus não precisa da ajuda de nada e de ninguém para fazer cumprir os Seus propósitos, e a Sua palavra é suficiente para nós, mesmo nos momentos mais críticos da vida. Você não precisa se apegar a alguma coisa, você precisa se apegar ao Senhor Jesus e ter um relacionamento pessoal e verdadeiro com Deus. 

Rubens Ennes










*BÔNUS: Veja neste vídeo, os "benefícios" que um bom amuleto pode trazer para sua vida.












Comentários
2 Comentários

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  1. ALGUMAS PESSOAS FORAM ENSINADAS ASSIM, MAS A VERDADE É QUE A MAIORIA DOS PREGUIÇOSOS GOSTAM DE UM AMULETINHO. É MELHOR TER UM DO QUE TER A OBRIGAÇÃO DE IR A IGREJA TODA SEMANA.

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  2. Verdade, tudo que é mais cômodo e mais fácil é de interesses dos tem preguiça até de pensar, que dirá de agir...

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