Postado por: Rubens Lucas quinta-feira, novembro 10



“Seu” Moreira era um senhor de 50 anos, representante de laboratório farmacêutico, o cliente mais antigo da sapataria do bairro onde morava, no subúrbio do Rio de Janeiro. 

Devido muito mais à barriga que à própria idade, tinha certa dificuldade para experimentar os sapatos e, por isso, não dispensava a ajuda do vendedor, que, com a humildade de sempre, agachava-se e, com uma calçadeira, empurrava aquele pé gordo para dentro do sapato escolhido. Puxava o cadarço e dava o nó, enquanto “seu” Moreira fazia uma cara de dor, como se chupasse limão azedo.

Curioso, porém, era que o homem nunca reclamava; pelo contrário, fazia questão de levar sempre sapatos de um número menor que o seu.
De tempos em tempos chegava à mesma sapataria para comprar sempre o mesmo modelo.

O vendedor, ainda que muito intrigado, não se julgava no direito de questionar a decisão do cliente, mas sempre lhe vinha à mente a mesma pergunta: “Por que o ‘seu’ Moreira compra sempre sapatos menores?

Sua profissão lhe obrigava a fazer longas caminhadas nas visitas aos consultórios médicos e clínicas particulares levando aquela pasta pesada cheias de amostras de medicamentos.
Devia ser um desconforto insuportável caminhar nas ruas e calçadas abrasadoras dos dias quentes do verão carioca.
O vendedor, por vezes esteva ao ponto de sucumbido a curiosidade perguntar o mistério daquela atitude, mas na última hora desistia.

Num belo sábado à tarde, “seu” Moreira apareceu muito bem disposto à sapataria. Nem parecia que tinha perdido a esposa pouco dias atrás. Seu rosto era jovial e pela primeira vez estava de fato alegre e de bem com a vida.
Escolheu um novo modelo de sapato, muito mais bonito e bem mais caro que o usual e quando o vendedor lhe trouxe o número de sempre, sorriu e disse: “Não, meu bom amigo. Não uso mais esse número. Traga um maior, por favor”.
O sapato agora lhe coube como uma luva. Ao em vez de andar como se estivesse pisando em vidros, “seu” Moreira dava passos felizes e sorria quando andava. 

Antes de sair da loja, entretanto, revelou ao vendedor o seu segredo:
“Amigo, tenho certeza de que muitas vezes o intriguei quando comprava um sapato de número menor que o meu e me obrigava a andar com aquelas dores nos pés. É que sendo muito malcasado, tinha uma esposa que me infernizava a vida, reclamando e falando sem parar por todo o tempo que estava em casa. Quando no trabalho, eu me lembrava que, ao anoitecer, teria de voltar e suportá-la, consolava-me com o fato de que pelo menos em casa poderia tirar os sapatos que tanto me atormentavam. Agora, depois de muito sofrer, vejo-me livre de dois tormentos e, por isso, sinto-me tão feliz! Fiquei viúvo e, portanto, não preciso mais dos sapatos pequenos”.

Quão maravilhosa é a esposa discreta, cujas palavras são sábias, mas quão terrível é aquela que “fala pelos cotovelos”, intrometendo-se em todos os assuntos, dando palpites, fazendo intrigas e transformando a vida do marido num verdadeiro infortúnio.

Na Bíblia há um versículo que é repetido da mesma maneira em capítulos diferentes e serve como reflexão e alerta: “Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa.” (Provérbios 21:9 e 25:24.)

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