Postado por: Rubens Lucas quarta-feira, novembro 2



Havia uma pequena cidade do lado oeste dos Estados Unidos, às margens do Oceano Pacífico, próspera e progressiva. Não era grande, mas tinha ruas largas e limpas, parques arborizados e os bairros cresciam rapidamente com muitas casas.

A areia branca da praia era como um colar entre os verdes dos morros e o azul do mar. E era ali, no mar, que estava a riqueza do povoado: a pesca.

Cada noite, os barcos varriam as águas com suas redes, trazendo uma quantidade de peixes tão grande que muitas fábricas se instalaram por lá para industrializar e exportar o pescado.

Na entrada da baia, havia um farol antigo que por anos prestava o valioso serviço de guiar os pescadores nas noites escuras de tempestade, iluminando-lhes o caminho no mar.

Nesta cidade, havia também uma igreja que era a única. O pastor lutava com todas as forças para conscientizar as pessoas do Evangelho e do Juízo de Deus. Poucos lhe davam atenção e menos ainda freqüentavam suas reuniões. Mas o homem não desanimava. Levantava cedo e passava um bom tempo orando sobre o altar, visitava os doentes, atendia aos que lhe procuravam e ainda se incumbia de acender o farol todos os dias pontualmente às cinco da tarde.

A cidade crescia e os negócios aumentavam. Os barcos eram mais modernos e traziam cada vez mais peixes. O mar era mesmo abundante. Quanto mais barcos viam, mais peixes apareciam nas águas. Ninguém voltava de rede vazia. Noite clara ou escura, ao se puxar a rede, lá estava o valioso tesouro que movia a vida da cidade.

Numa radiante manhã de sábado, o pastor, já com certa idade, morreu. Com exceção dos membros da igreja, ninguém percebeu o fato. Sem chamar qualquer atenção para si mesmo, o laborioso soldado do Evangelho partia da mesma forma que havia vivido. Sentindo aquela perda, os membros da igreja mandaram uma carta ao prefeito, pedindo-lhe que providenciasse um outro pastor. Porém, nenhuma resposta lhes foi dada.

O prefeito era mesmo muito ocupado. Um grande mercado de pesca estava sendo construído para atender os compradores de toda parte. Eram, na maioria, representantes das grandes fábricas da América que vinham fechar lucrativos negócios. Havia também planos para uma nova escola e ampliação do hospital. Com tantos projetos importantes, era mesmo difícil conseguir a atenção daquele homem.

Quando tudo parecia ir bem, a pesca passou a ser escassa. As redes que outrora vinham cheias, passaram a vir vazias. Em princípio não se deu importância ao fato, afinal os estoques estavam cheios. Mas, com o passar do tempo, o problema se agravou. Os barcos eram lançados ao mar, varrendo cada centímetro das águas sem, porem, obterem sucesso.

O mercado ficou vazio. As fábricas fecharam e os funcionários foram demitidos. A construção da escola foi adiada, bem como a reforma do hospital. Muitos especialistas foram consultados, mas em vão. Ninguém sabia, mas o fato era que o peixe já não vinha na rede.

Desesperados, os pescadores continuavam sua luta. Na esperança de uma mudança, saíam todas as noites para a pesca, e foi numa dessas noites que uma tempestade rapidamente se formou sem que eles notassem. Logo o mar estava revolto e o céu, coberto de nuvens, não trazia nenhuma luz. Sem visão para navegar, um dos barcos, surrado pelas ondas, foi atirado violentamente contra o farol, que, desde a morte do pastor nunca mais fora aceso.

Na manhã seguinte, o prefeito estava desolado em seu gabinete. Ele havia tentado de tudo o que estava ao seu alcance, sem sucesso. Pensativo e cabisbaixo, avistou sobre a mesa a carta dos membros da igreja, a qual dizia: “Senhor Prefeito, nós, os membros da única igreja da comunidade, informamos a Vossa Excelência o falecimento de nosso pastor. Em seu ministério, ele orava todos os dias pela nossa cidade e pedia a Deus que nunca faltasse peixe no mar. Preocupado com os pescadores, também ascendia todas as tardes o farol para guia-los nas noites escuras. Nunca esmoreceu. Se não tivermos outro homem de Deus que abençoe a pesca e ascenda o farol, os peixes vão escassear e numa noite escura, nossos barcos correrão o risco de naufragar, lançados pelas ondas contra algum rochedo no mar”.

O prefeito encontrou assim a resposta que buscava. Os fatos agora eram claros e óbvios à sua frente. “Mas como nunca me dei conta deste homem e de seu trabalho?”, indagou o prefeito a si mesmo. A partir daí ele entendeu que o pastor era como o farol, que não lança a luz sobre si mesmo, mas sim sobre as ondas do mar para iluminar o caminho dos homens. Aquele trabalho anônimo era mesmo de extraordinário valor.

Assim deve ser o pastor, um farol aceso por Deus. Não ilumina a si mesmo em busca da glória do mundo, mas lança sua luz para mostrar aos homens o caminho de Deus. No seu clamor, benção são alcançadas e problemas evitados. Muitas vezes só nos conscientizamos disto quando os perdemos e nos defrontamos com os problemas. Aí, só nos resta aprender a lição da importância do clamor de um homem de Deus. Não é isso que diz a Palavra do Senhor? 


“busquei entre eles um homem que levantasse um muro, e se pusesse na brecha perante mim por esta terra, para que Eu não a destruísse, mas a ninguém achei” (Ezequiel 22:30)



__________________________________________________

Ps. Atenção! Desde o dia 24/04/2012, por motivos das novas politicas dos sites de compartilhamento online, você só poderá ouvir ou fazer o download desta mensagem se estiver "logado" no 4Shared.
Caso ainda não possua uma conta no 4Shared, será necessário criá-la. Lembrando que cadastro é gratuito.
Muito obrigado pela compreensão.







Comentários
2 Comentários

{ 2 comentários ... read them below or Comment }

  1. Gosto muito dessas histórias, e essa foi a que mais gostei, pois concerteza seria bem mais difícil sem o pastor, o trabalho dele é árduo e pouco valorizado sua alegria está na satisfação da vida restaurada do próximo, na maioria da vezes um estranho, considerando que deixou, pai, mãe irmãos, uma vida promissora, pra se entregar totalmente, por um alguém que até então não conhecia. Seguem fielmente os passos do nosso Senhor, e são a alegria e o consolo dos cristãos. Lembro até hoje do meu primeiro pastor, como ele me ajudou, oro a Deus por ele, pro que sei que os dias maus vem pra todos, e ele tem mais sua própria carga pra carregar.

    Sei que não é o homem em si que faz as coisas, mas é pelo esforço dele e por sua entrega a Deus que até hoje milagres podem ser vistos.

    Que Deus continue dando vida e força ao sr também pr Rubens, para continuar cuidado do rebanho d'Ele e gerando mais homens e mulheres de Deus.

    ResponderExcluir
  2. Muito boa essa história mesmo.
    Obrigado Greice e sempre ore por nós, precisamos.
    Deus Abençõe

    ResponderExcluir

Para o Sentido Único, a sua opinião sobre o tema em questão é muito importante. Deixe seu comentário!

Receba as novidades do Blog em seu e-mail

Mantenha-se informado e atualizado

+ Recentes

Arquivos do blog

Sentido Único ©Copyright - Todos os direitos Reservados.. Tecnologia do Blogger.

Copyright © Sentido Único | Seguindo Sempre na Direção do Céu