Postado por: Rubens Ennes quarta-feira, novembro 30

Os motivos que causaram a demissão de Kleiton Lima da Seleção Brasileira. Religiosidade. E reclamar da fraca Seleção que a CBF deixou levar ao Pan para a Record mostrar…

Não há espaço para o futebol feminino no Brasil.
Rejeição, machismo, ignorância se misturam.
Pouco importa se a Seleção Brasileira é uma das melhores do mundo.
Mas não é essa velha ladainha que será destacada.
O que vale ser noticiado é a demissão de Kleiton Lima da Seleção Brasileira.
Ele foi demitido por alguns motivos que vão além do futebol.
O primeiro foi o mesmo que o fez cair no Santos, depois de 13 anos de trabalho.
Ser religioso fervoroso.
Seu excesso de citações bíblicas nas preleções e orações constantes incomodaram.
“Todo mundo sabe que eu sou cristão, eu nunca neguei isso.
Tenho uma ética em cima de princípios e valores.
Alguns motivacionais com histórias bíblicas os diretores achavam desagradáveis.
O que eu posso fazer?", 
perguntava na sua saída do Santos no final de 2010.
Essa religiosidade de Kleiton não era bem aceita pela cúpula da CBF.
Para piorar a situação, veio o Panamericano.
Ele deixou claro que não pôde levar o melhor time para Guadalajara.
A entidade de Ricardo Teixeira não fez o menor esforço na liberação de Marta ou Cristiane.
Por coincidência, ou não, o Panamericano foi mostrado com exclusividade pela Record.
A ligação entre a CBF e Globo é mais do que notória.
No México, Kleiton, mesmo com o time fraco, levou o time até a decisão da medalha de ouro.
Perdeu nos pênaltis.
O treinador religioso cometeu seu pecado capital por lá.
Reclamou.
Disse que fez o que pôde com a equipe que levou ao México.
Todos os jornalistas que estavam lá sabiam que ela foi desfigurada à força pela CBF.
Foi a senha para a sua demissão.
Desde o início deste mês ela foi articulada.
Pouco importam os quatro anos de comando da Seleção Brasileira.
E apenas uma derrota, para a Suécia.
Ricardo Teixeira mandou trocar e acabou.
Trouxe de volta Jorge Barcellos com quem se dá muito melhor.
Ponto final.
Kleiton, tentando não fechar de vez as portas da CBF, ainda agradeceu à entidade.
Mas, no íntimo, sabe que as portas para ele não estão fechadas na Seleção.
Estão trancadas.
Mas ele não quer uma briga pública.
Assim caminha o futebol brasileiro.
Que tem o comando de Ricardo Teixeira.
Cosme Rímoli, Jornalísta esportivo









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