Postado por: Rubens Lucas domingo, julho 24



Disse Jesus a seus discípulos: É inevitável que venham os escândalos, mas ai daquele pelo qual eles vêm. Melhor fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho e fosse atirado no mar, do que fazer tropeçar um destes pequeninos.” 
(Lucas  17.1-2)



No mesmo instante em que leio este versículo, minha alma se enche de temor e tremor. É porque nesses poucos anos seguindo e servindo ao meu Senhor Jesus, pude acompanhar certos acontecimentos que fiz questão deixar registrado em minha mente.

Digo isso, porque nós é quem decidimos o que vamos carregar em nossa bagagem de vida. Sendo que, há coisas que fazemos questão de deixarmos pra trás; principalmente, se tratando de pensamentos, lembranças ou sentimentos que no passado só atrasaram o nosso progresso (e quando a gente lembra que se não fosse “isso” ou “aquilo” poderíamos estar lá na frente, nasce uma raiva, um ódio... De quem? Raiva da gente mesmo. Ah, se arrependimento matasse...).

Enfim, esses “acontecimentos” ou fatos que se tornaram aprendizado pra mim, são vários casos envolvendo homens do altar, inclusive, muitos que eram admirados por quase todas as pessoas que os conheciam, muitos que eu mesmo os admirava e de certa forma até me espelhava.

Homens que operavam muitos milagres; subiam no altar e demônios já começavam a manifestar; tinham um carisma enorme; superlotavam os lugares por onde passavam; tinham uma palavra edificante e poderosa; eram verdadeiros profetas (às vezes, parecia que estavam fazendo a reunião só pra gente).

Mas que foram de um extremo ao outro, em pouquíssimo tempo. Eram referencia do próprio Deus nesse mundo, mas caíram; se apagaram; começaram a tolerar conversas, amizades ou hábitos que em outros tempos simplesmente condenavam e logo “cortavam” o mal pela raiz.

Um dia foram um exemplo de fé, mas com a queda se transformaram em pedra de tropeço, motivo de escândalo para muitos. 

Para os nascidos do Espírito, porém, os caídos se tornaram um motivo a mais para vigiar e se apegar ao Todo-Poderoso (deixando claro que: “se pessoas que aparentemente estavam tão próximas de Deus caíram, eu devo então redobrar a minha atenção...”).

Os fracos não caminham com as próprias pernas, ao contrário, comem nas mãos dos homens e deles depende. Precisam de religião ou de um conselheiro, vivem buscando uma motivação, uma palavra ou uma injeção de ânimo para então, seguirem em frente. Vivem pela cabeça dos outros e a espera que alguém os ajude.

Geralmente são pessoas religiosas e pensam que suas vidas estão nas mãos de Deus, quando na verdade estão nas mãos do homem e conseqüentemente, alicerçados na areia. Se iludem com o sucesso, com o reconhecimento ou com uma posição de destaque. Se deprimem no deserto, perdem a paz e são tomados de inquietação e amargura com passar do tempo em meio a dificuldade.

Medite nisso e continue olhando para o Alto.

Pr. Rubens Ennes


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