Postado por: Rubens Ennes sábado, maio 7



Em uma época na qual os poderosos faziam suas próprias leis, quando o mundo era algo a ser conquistado a qualquer preço. Reis e imperadores escreveram sua própria história e inspiravam inúmeras lendas.

Uma delas, passada de geração em geração, conta que ao regressar vitorioso de suas investidas pelos reinos da Europa, trazendo riquezas e prisioneiros, um imperador mandou preparar um suntuoso banquete.

Ainda embriagado pelo orgulho de suas recentes conquistas, disse diante do seus convidados:
- “Tenho realizado inúmeras conquistas e meu império se espalha por todos os povos e nações. Meu exército é o mais poderoso do mundo, por isso sou temido pelos meus inimigos e admirado pelo meu povo. A partir de hoje, decreto, que devo ser tratado como deus. Pois é isso mesmo que sou: deus.”

Os convidados, um bando de bajuladores e aproveitadores, romperam em palmas e gritos aclamando o imperador:
 -“Nosso deus, nosso deus.”

Um sábio viajante e bem sucedido comerciante do oriente vendo o delírio insano dos convidados, aproximou-se do soberano e lhe fez um pedido:
-“Senhor deus, venho com humildade pedir-lhe ajuda, tenho neste instante uma enorme caravana carregada com as mais preciosas iguarias que trago para comercializar em vosso império. São mais de 60 camelos e 120 homens parados em pleno deserto por causa de uma tempestade de areia. Meu experiente caravaneiro nada pode fazer.” Disse ele.

-“Porque te atormentas com tão pouco? Mandarei agora mesmo que 400 soldados saiam ao encontro de sua caravana e as resgatem. Em breve estarão todos aqui e nada será perdido!” Assegurou o orgulhoso deus.

O homem, ouvindo a resposta, retrucou respeitosamente:
-“Nos vos incomodeis a tal ponto, senhor deus. Deslocando centenas de homens que certamente tem outras funções e se encontram a vosso serviço. Tão somente, mandai que o vento se aquiete e assim, em poucos segundos, resolveremos o problema.”
Nesse instante, vendo que não poderia realizar tal feito, o imperador sentiu a insanidade de sua pretensão. Como controlar o vento?

Fez então, um profundo silêncio naquele imenso salão. Até a música parou. A multidão entendeu quão absurda era a comparação de um simples mortal com o próprio Deus.
Quantas vezes, ainda que não sejamos loucos de nos perdermos em tais devaneios, temos um pouco do orgulho do imperador. Quando julgamos, condenamos ou criticamos alguém assumimos sem notar a posição do próprio Deus.

Até mesmo quando tomamos decisões em nossa vida pessoal sem qualquer consulta ao criador. Chamamos Jesus de senhor, mas na verdade, servimos a nós mesmos.

O Senhor Jesus certa vez, chamado a intervir em causa alheia, respondeu:
“Quem me constitui juiz entre vós?” (Lucas 12.14). Mostrando o seu cuidado em emitir conceitos.

Bem disse o apóstolo Tiago
“Atendei agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, negociaremos e teremos lucros; vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instante e logo se dissipa; em vez disso, devíeis dizer: se o Senhor quiser, não só viveremos como também faremos isto ou aquilo.” (Tiago 4.13-15)

Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos ensine a servir.

__________________________________________________


Ps. Atenção! Desde o dia 24/04/2012, por motivos das novas politicas dos sites de compartilhamento online, você só poderá ouvir ou fazer o download desta mensagem se estiver "logado" no 4Shared.
Caso ainda não possua uma conta no 4Shared, será necessário criá-la. Lembrando que cadastro é gratuito.
Muito obrigado pela compreensão.






Deixe o seu comentário:

Para o Sentido Único, sua opinião é muito importante. Deixe seu comentário!

Avise-me sobre novas publicações | Avise-me sobre comentários seguintes por email

Receba as novidades do Blog em seu e-mail

Mantenha-se informado e atualizado

+ Recentes

Arquivos do blog

Sentido Único ©Copyright - Todos os direitos Reservados.. Tecnologia do Blogger.

Vale o clique!

Copyright © Blog Sentido Único