Alma Desidratada



Se a sede é o primeiro sinal de desidratação como dizem, não deveríamos beber água apenas quando sentimos vontade. A sede não é um alerta do corpo dizendo que está na hora de beber água, mas, que já passou da hora!

Penso que algo parecido também acontece com a oração, pois, nem sempre sentimos vontade de orar, e é justamente no aperto do peito e no desconforto que sentimos na alma é que enxergamos a necessidade de falar com Deus. Aos que já experimentaram aquela angustiante saudade de Deus, saibam que uma das razões é ter deixado passar da hora de conversar com o Pai.

"Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica..." (Efésios 6:18)
Quando vivemos pela fé, não somos guiados pelo que sentimos. Hidrate seu relacionamento com Deus, orando mesmo sem sentir vontade, mas, pela consciência da necessidade.








quinta-feira, setembro 13
Postado por: Rubens Ennes

Impedidos pelo Espírito Santo


"Em seguida, Paulo e Silas viajaram pela região da Frígia e da Galácia, pois o Espírito Santo os impediu de pregar a palavra na província da Ásia. Então, chegando à fronteira da Mísia, tentaram ir para o norte, em direção à Bitínia, mas o Espírito de Jesus não permitiu." (Atos 16.6-7)

Nos versículos acima, a bíblia diz que em duas ocasiões o Espírito Santo fechou as portas para os planos de Paulo e Silas. As intenções destes servos de Deus eram excelentes, mas, não estavam em harmonia com a vontade de Deus naquele momento.

O Espírito Santo quer liderar nossa vida nos guiando para as boas escolhas e também nos livrando das más. Que antes de seguir em frente com nossos planos, consultemos o Espírito Santo para saber se o que pretendemos fazer está de acordo com a Sua vontade ou não. Tão importante quanto sabermos o que Deus quer que façamos, é saber o que Ele não quer que façamos.  

Rubens Ennes







sábado, setembro 8
Postado por: Rubens Ennes

Não baixe sua guarda para qualquer conselho!

"Talvez chegue perto de você o seu irmão, ou o seu filho, ou a sua filha, ou a sua querida esposa, ou o seu melhor amigo, procurando em segredo levá-lo a adorar outros deuses que nem você nem os seus antepassados adoravam. Não deixe que essa pessoa o convença, nem escute o que ela disser. Não tenha dó nem piedade dela e não procure protegê-la."(Dt 13:6‭, ‬8 NTLH)
A guarda da nossa fé exige que ignoremos os nossos sentimentos e filtremos todos os conselhos que recebemos. Não importa de quem vem as palavras, temos a responsabilidade de discernir qual é a sua natureza e propósito. O Senhor Jesus soube identificar que o conselho de Pedro não vinha de Pedro, mas do próprio satanás. (Mt 16.23).
Costumamos ter a fraqueza de baixar a nossa guarda quando as palavras vem de alguém que confiamos, e o maligno sabe como explorar isto. Sim, a nossa ruína espiritual pode começar num simples conselho que é agradável ao nosso coração e oriundo de alguém muito próximo. Foi assim na queda do primeiro homem que não teve um contato direto com Satanás, mas que lhe deu ouvidos mesmo assim ao não questionar a sugestão apresentada por sua mulher.
Pelo bem da sua alma e preservação da sua fé, questione à luz da Palavra de Deus todos os conselhos e sugestões que receber. "Não deixe que essa pessoa o convença, nem escute o que ela disser. Não tenha dó nem piedade dela e não procure protegê-la."
Rubens Ennes








terça-feira, agosto 28
Postado por: Rubens Ennes

Encoberto x Revelado




Conforme desenvolvemos a consciência de que precisamos nos alimentar espiritualmente através de toda palavra que procede da boca de Deus, decidimos que é hora de criar o bom hábito de meditar diariamente nas Escrituras.

Na bíblia, encontraremos textos de fácil compreensão e como exemplo uso o 8º mandamento: "não furtarás" (Ex 20.15), uma afirmação literal que não precisa de interpretação. Entretanto, o que tem feito muita gente desanimar da leitura diária da bíblia são as inúmeras passagens de difícil compreensão.

Parte da nossa dificuldade de entender o que a bíblia diz se deve ao fato de vivermos em épocas e culturas diferentes. Embora Deus não leve conta o nosso tempo de ignorância (At 17.30), isto não pode servir de desculpa para não prosseguirmos no conhecimento dEle revelado em Sua palavra. É fato que ainda precisamos aprender muito! Além de orar a Deus, podemos também pedir ajuda a quem já sabe um pouco mais que a gente, isto diminuirá as barreiras e ajudará no entendimento correto. Apesar disto, nunca existiu e nem existirá alguém que tenha descoberto todos os mistérios de Deus contidos em Sua palavra, e as divergências entre os entendidos do assunto são provas disso.

"As coisas encobertas pertencem ao Senhor, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei." (Dt 29.29)

Não ande desesperado por aquilo que ainda está encoberto ao seu entendimento, mas, tenha o cuidado de estar vivendo aquilo o que você já sabe. Diante da Verdade que nos foi revelada, que resposta temos dado a Deus? É isto que o Senhor irá requerer de nós (Jo 12.47-48).

Rubens Ennes







segunda-feira, agosto 27
Postado por: Rubens Ennes

Nossa âncora firme em meio das tempestades




Todos nós experimentamos tempestades. Quer se trate de eventos climáticos, traumas, emoções,  crises em nosso ambiente de trabalho ou alguma dificuldade em nosso ministério. Todos nós enfrentamos momentos aos quais temos pouco ou nenhum controle. Algumas tempestades são passageiras, enquanto outras parecem intermináveis. Algumas tempestades causam pouco dano, porém, outras deixam uma grande devastação por onde passam.

De onde vem tudo isso? Às vezes, elas vêm por causa de decisões erradas que tomamos, outras vezes através  de algum problema e tentam nos distrair ou nos machucar.  Há momentos que  a obra de Deus em nossas vidas, necessita que ocorra uma tempestade ou melhor de uma grande tempestade para cumprir um propósito especial de Deus.

Porque o Senhor Jesus permite essas tempestades em nossas vidas?

Deus usa as tempestades para que nos concentremos mais nEle e em Sua Obra. Podemos questionar ou pedir ajuda e força para vencer o que estamos enfrentando. Há casos em que Deus as permite por causa do pecado que  a  pessoa está vivendo, outras vezes pode ser que Ele quer que abramos mão de alguma coisa para que nos rendamos a Ele. Ele pode permitir para que a imagem dEle se manifeste em nossa vida, ou nos preparar para algo melhor.

E como reagimos no meio de um grande tempestade?

Quando lutamos  com Deus porque não gostamos das dificuldades que estamos passando, demonstramos uma falta de confiança na Sua Palavra. Em vez de você pensar que Ele está te preparando para te abençoar, você pode pensar erroneamente que está tentando te ferir. É um caminho de tristeza, sofrimento, lágrimas, conflitos, perseguições, incompreensões, ansiedades, solidão e etc. Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por Aquele que nos amou. 

No meio das tempestades é possível que você se sinta tentado a ser retirar e desistir quando elas vierem com maior intensidade; mas continue em frente! Deus espera por você no meio das provações, para sussurrar Seus segredos mais profundos que farão você sair com uma fé inabalável.

Nesses terríveis momentos conhecer as promessas de Deus é crucial para a vida de um servo de Deus sem importar a posição que ele tem dentro da igreja. A Palavra de Deus é nossa âncora inabalável no meio das tempestades. Podemos confiar nela, porque como Deus, ela nunca muda.

Pense nisso e que Deus lhe abençoe.












terça-feira, agosto 7
Postado por: Jose Ferro

E se fosse possível descobrir o que todos pensam sobre nós?


A dificuldade que temos de identificar, de acreditar e de apreciar as nossas próprias qualidades pode nos levar a viver em busca da aprovação alheia. Quando a nossa insegurança prevalece, a nossa auto-estima começa a ser pautada pela opinião de terceiros, o que nos leva a alimentar uma preocupação vazia e perigosa, a de achar que precisamos saber tudo o que os outros estão falando de nós. Vazia porque não pode nos acrescentar nada de positivo e perigosa porque se o que os outros pensam se tornou tão relevante assim, como reagiremos quando  descobrirmos que a realidade é mais cruel que pensávamos?  Não sejamos ingênuos, muitas pessoas falam mal da gente hoje, como um dia também falamos de alguém. 

A opinião pública não é uma medida confiável, a voz do povo não é a voz de Deus.  Muitas coisas são ditas da boca pra fora, por ignorância, por influência das palavras de alguém ou por um sentimento de mágoa, ciúme, inveja ou raiva. Há opiniões que são sinceras, mas, que não significam que são verdadeiras ou definitivas. Tomemos por base a nós mesmos, não temos mais os mesmos pensamentos e valores de anos atrás, pelo contrário, conforme fomos amadurecendo, nossas opiniões também amadureceram.  

A maturidade nos ensina que é preciso ouvir antes de tudo e de todos, o que a sabedoria bíblica tem a dizer. Escutemos: "Não apliques o coração a todas as palavras que se dizem, para que não venhas a ouvir o teu servo a amaldiçoar-te, pois tu sabes que muitas vezes tu mesmo tens amaldiçoado a outros." (Eclesiastes 7.21-22) 

Não é possível saber o que todos pensam sobre nós, mas, o pouco que podemos descobrir já é o suficiente para nos frustar. Que apliquemos nosso coração em conhecer a Deus e a Sua vontade para que saibamos o que Ele espera de nós.

Rubens Ennes







quarta-feira, julho 25
Postado por: Rubens Ennes

O Valor da Perseverança


"Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança." (Tiago 1.2-3)

Há muitas virtudes que os cristãos desejam ter. Quem não quer ser reconhecido como amoroso, compassivo ou bondoso? Porém, não creio que muitos querem ser reconhecidos como aqueles que suportam as lutas com perseverança. Esta palavra projeta imagens de dificuldade, porque a perseverança é, geralmente, a maneira como temos que enfrentar o que nos desagrada, como críticas, conflitos e etc. Se pudéssemos passar pela vida sem ter que passar pelas dificuldades viveríamos sempre felizes. Porém, Tiago nos diz que devemos ter grande alegria quando nos encontramos passando por varias provações. Não diz que devemos estar felizes pelo sofrimento que enfrentamos; mas que devemos nos alegrar com o que o Senhor vai fazer em nossas vidas por meio das provações.

Todas as circunstâncias que tememos são os meios que Deus usa para nos ajudar a amadurecer na fé. Pense num atleta que treina para uma maratona. Ele sai correndo dia após dia em todos os tipos de clima, segue um plano de treinamento rigoroso e experimenta a exaustão física e mental. Se não houvesse nada mais que isso, seria um esforço sem recompensa. Ele o faz por causa do objetivo que esta à sua frente. Quando o nosso objetivo é crescer em Cristo e nos convertermos em servos como Ele quer que sejamos, estamos dispostos a suportar o fogo das aflições, porque o resultado vai valer a pena. Podemos ter certeza de que cada situação que Deus permite em nossa vida tem o propósito de criar algo que nos falta espiritualmente.

Saber disso nos permite nos submetermos ao que Ele decide. E ao considerar nossas provações da perspectiva de Deus, podemos nos alegrar com o que Ele está fazendo em nós. Então, mesmo que tudo, neste momento, pareça conspirar contra você e seus planos, insista um pouco mais, persista, sempre mirando no seu alvo, que é grandioso e bem maior do que todas as pedras que naturalmente encontrará em seu caminho. Daí a importância de você saber exatamente o que quer da vida, porque é essa certeza que lhe dará forças para não desistir.

Pense nisso e que Deus lhe abençoe.












terça-feira, julho 17
Postado por: Jose Ferro

Permanecendo firme na oração


“E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que depressa lhes fará justiça.” (Lucas 18:7-8)

Enquanto os Israelitas participavam do combate físico, uma batalha espiritual era travada perto deles. A Bíblia nos diz que enquanto Moisés lutava em oração, houve um momento em que ele se cansou no meio de uma situação crítica (Ex 17.12). Se isso pode acontecer com um dos maiores líderes do Senhor, não deve nos surpreender que também nos sintamos cansados, desanimados ou desencorajados quando enfrentamos uma guerra espiritual.

Quando as batalhas chegam, desanimamos porque nossos olhos se concentram nas circunstâncias. Permitimos que o diabo distorça toda perspectiva do conflito, o que faz com que as barreiras diante de nós pareçam invencíveis. Então, não é raro sentir pânico e perguntar: Senhor, o que eu vou fazer, porque estou passando por isso, ou até quando tenho que suportar essa situação? Poderíamos até deixar de orar porque parece que não há solução, saída ou esperança de vitória. É aí quando nos cansamos e desanimamos.

O Senhor Deus sabia que às vezes nos sentiríamos com medo, então ele contou a parábola da viúva perseverante. O Senhor queria encorajar seus seguidores a serem incansáveis ​​na oração. Isso requer fé, sem a qual é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Lembre-se que o diabo se alegra e muito quando desistimos, mas a derrota nunca é nossa única opção! Se pudéssemos ver a situação através dos olhos de Deus, notaríamos uma imagem completamente diferente. Precisamos orar com mais fervor, com mais determinação como se estivéssemos cavando um túnel através de uma montanha, quando mais o fizermos, mais a nossa fé, força e perseverança crescerão. Então, continue orando e deixe a Palavra de Deus guiar você.  Você vai ter a garantia que Deus te dá a certeza da vitória, enquanto Ele luta por você.

Pense nisso e que Deus o abençoe.






terça-feira, julho 3
Postado por: Jose Ferro

Faça as perguntas certas



Na vida, é preciso crescer e amadurecer, o que exige viver em aprendizado constante, principalmente a partir dos nossos próprios erros. Por nos faltar a maturidade ou a experiência que a ocasião necessitava, cometemos inúmeros equívocos no passado que geraram problemas que nos afetam até hoje. Será que já sabemos onde, quando e como erramos?

Os questionamentos corretos sempre conduziram a humanidade às novas descobertas, e também poderão mover nossa vida para novas conquistas. Infelizmente, muitas pessoas gastam um tempo precioso fazendo a si mesmas perguntas sem fundamento, como a clássica "O que eu fiz para merecer isto?". 

Uma grande mentira que tem sido propagada atualmente está na impactante frase "só depende de você". Como se tudo na vida dependesse apenas do nosso próprio mérito e não vivêssemos à mercê do imponderável. É difícil aceitar que nem sempre querer é poder, ou estaria errado o salmista ao afirmar que "Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela." (Sl 127.1)?

Por favor, não confunda isto com a nossa responsabilidade pessoal que é intransferível e diz respeito as coisas que ninguém pode fazer por nós. O assunto aqui é outro, e trata da importância de sermos libertos da pretensão arrogante de achar que poderemos sozinhos construir um futuro exatamente conforme planejamos. A percepção errada desta realidade tem levado muitas pessoas a pensarem que Deus falhou com elas, só porquê suas expectativas egoístas foram frustradas. 

"Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo." (Tg 4.13-15)

Acredito que um dos sinais de maturidade espiritual é o entendimento de que podemos tirar os melhores aprendizados da vida quando aceitamos com humildade que há muita coisa que não depende apenas de nós, e que isto não é um problema se a nossa vida está sob os cuidados de Deus. Quando vivemos pela fé, temos a esperança que a bonança virá depois da tempestade, e que até mesmo as piores dificuldades podem nos trazer as melhores oportunidades. 

Rubens Ennes







quarta-feira, junho 27
Postado por: Rubens Ennes

Os que NÃO se arrependem

 

No grupo dos que NÃO se arrependem dos pecados cometidos estão pelo menos dois tipos de pessoas:

1. Os orgulhosos que não veem necessidade de arrependimento e que não se acham pecadores em comparação aos pecados mais grosseiros de outras pessoas.

2. Os sinceros que acham ser tarde demais para se arrependerem por concordarem com a voz de desengano do acusador. Por viverem sem esperança, não conseguem acreditar que podem ser perdoados depois de todos pecados que cometeram.

AOS SINCEROS: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." (1João 1:9‭)

AOS ORGULHOSOS: "Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós." (1João 1:10)

Rubens Ennes









quinta-feira, maio 3
Postado por: Rubens Ennes

10 Características do Cidadão do Reino de Deus


“Quem, SENHOR, habitará em teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?” (Sl 15.1) 

Quando estamos interessados em algo, investimos o nosso tempo tentando saber cada vez mais a respeito daquilo que nos interessa. A pergunta que o salmista fez, revelou a sua intenção, ou seja, aquilo em que ele realmente estava interessado. Muitos procuram o caminho para o sucesso profissional ou os segredos para um casamento feliz, mas, quem se interessa em saber qual é a vontade de Deus? Quem deseja habitar eternamente com Ele?

Inspirado pelo Salmo 15, listamos dez características de um cidadão do Reino de Deus:

1. “o que vive com integridade” – Age com honestidade em um mundo onde parece não valer à pena ser honesto. O mundo pode ser dos espertos, mas, o Céu pertence aos que andam na retidão e confiam na justiça de Deus.  

2. “pratica a justiça” – Faz o que é certo, não importando a circunstância. E certamente, não nos faltarão oportunidades para lograr algum tipo de vantagem injusta.

3. “de coração, fala verdade” – Fala a verdade porque é filho de Deus, semelhante  Cristo que é a Verdade personificada. No entanto, a mentira se apresentará muitas vezes como a melhor alternativa para se escapar de uma punição ou para se alcançar alguma tipo de promoção. Mas como tudo tem o seu preço, além das sérias consequências num futuro próximo, ao permanecer na mentira barramos nossa entrada no Reino do Céu.

4. “não difama” – Se realmente somos sinceros, precisamos admitir que assim como não somos capazes de agradar a todos, nem todo mundo nos agrada. Apesar disto, o cidadão do Reino não se dá o direito de falar mal da vida alheia e se porventura não encontrar nada de bom a ser falado de uma determinada pessoa, ele se cala.

5. “nem lança injúria” – Não espalha boatos. Porque teme o Senhor Justiça, não forma sua opinião ou tira conclusão precipitada a respeito de quem quer seja. 

6. “tem por desprezível o réprobo” –  Como esta pessoa passa a pensar como Deus (não como se fosse Deus), ela não se deslumbra com o sucesso passageiro daqueles exemplos negativos que o mundo costuma aplaudir, antes, despreza o que é vão e reprova o que é mau. Em tempo: réprobo é alguém que tem uma conduta reprovável. 

7. “honra aos que temem o Senhor” – Respeita e valoriza o exemplo daqueles que se mantém fiéis ao Senhor e com eles aprende.

8. “jura com dano próprio” – Ainda que tenha prejuízos, a pessoa que tem o caráter moldado por Deus, é de palavra e cumpre o que promete.

9. “não empresta seu dinheiro com usura” – Não empresta cobrando juros, ou seja, não trabalha de forma gananciosa visando apenas o próprio lucro, mas glorifica a Deus em tudo o que faz, buscando sempre o bem de todos e não pensando apenas em si mesmo.

10. “não aceita suborno” – Aquele que não se vende! Não importa o que lhe é oferecido, a pessoa não troca seus valores, crenças e princípios por nada. O cidadão do Reino de Deus é um vaso de barro consciente do Tesouro inestimável que foi guardado em seu interior.

A bíblia nos apresenta algumas características de alguém que está apto para entrar no reino de Deus. Não, Deus não vai conferir em uma lista se possuímos ou não todas estas características para que só então possamos entrar em Seu reino. O sangue de Cristo é o suficiente para nos torna justos diante do Pai.

Na realidade, estas características podem servir como parâmetro para cuidarmos da nossa vida espiritual, pois a falta de vigilância tem sido o principal causador da queda espiritual de muitos cristãos. A palavra de Deus pode estar nos convidando a fazer uma auto avaliação sincera sobre a nossa condição espiritual, talvez, pare que não nos enganemos em achar que somos uma coisa que na verdade não o somos. Digo isto, porque geralmente o fofoqueiro não assume que é fofoqueiro, o alcoólatra não se vê como um viciado e até hoje não conheci alguém seja assumidamente invejoso, embora a esmagadora maioria afirma já ter sido invejada.

Precisamos estar atentos ao que acontece em nosso interior. Durante esta caminhada para o Céu, um processo de lapidação está acontecendo. Oremos, vigiemos e sigamos sacrificando nossas vontades para que nos tornemos melhor a cada dia para o nosso Amor Maior, o Senhor Jesus.

Que Deus lhe abençoe.












sábado, março 24
Postado por: Rubens Ennes

Os escândalos inevitáveis e os evitáveis


Acredito que podemos decidir o que vamos deixar e o que iremos carregar na bagagem da vida. Há coisas que precisam ser deixadas, principalmente, o que no passado nos fez tropeçar, atrasando nossa caminhada. Em minha caminha na fé, pude testemunhar alguns acontecimentos que fiz questão de não esquecer porque se tornaram grandes aprendizados pra mim. 

“Disse Jesus a seus discípulos: É inevitável que venham os escândalos, mas ai daquele pelo qual eles vêm. Melhor fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho e fosse atirado no mar, do que fazer tropeçar um destes pequeninos.” (Lucas  17.1-2)

No mesmo instante em que reflito sobre o versículo acima, minha alma se enche de temor e tremor, pois, lembro-me de alguns casos envolvendo homens do altar, muitos dos quais eu mesmo os admirava e de certa forma até me espelhava. Homens que foram instrumento de Deus na operação de grandes milagres e que de suas bocas saiam palavras tão edificantes e poderosas que assemelhavam-se ao antigos profetas. Mas, que infelizmente, foram de um extremo ao outro, se um dia serviram como luzeiros de Deus nesse mundo, com a queda espiritual se apagaram, sendo transformados como que em pedras de tropeço e motivo de escândalo para os que ainda são débeis na fé. 

Enquanto há imaturidade na fé, a pessoa não caminha com as próprias pernas, mas, vive a comer na mão dos homens como se deles dependesse. Inconscientemente, acham que é preciso ter uma religião ou um conselheiro que lhes sirva de guia para só então se sentirem seguras. A igreja evangélica está cheia de pessoas assim, que acreditam estar com suas vidas nas mãos de Deus, quando na verdade, se colocaram nas mãos de homens. Homens de fé que poderão as auxiliar de alguma maneira até certo ponto, mas, que estão sujeitos a falharem como qualquer ser humano. O mau exemplo de quem era tão estimado costuma ser o suficiente para que a fé de almas alicerçadas na areia seja devastada.

A revelação do pecado de alguém que deveria dar exemplo não escandaliza os maduros na fé, mas, serve como combustível que os move a vigiar mais e a guardar a sua fé com mais disciplina. A lógica é a seguinte: se pessoas que aparentemente estavam tão próximas de Deus sofreram uma terrível queda, humildemente, devemos reconhecer a necessidade de redobrar nossa atenção nesta estrada apertada que conduz a salvação.

Sabemos que nenhuma queda espiritual acontece da noite para o dia, é algo sorrateiro e paulatino, um processo imperceptível aos que andam distraídos com as preocupações terrenas. A decadência espiritual de muitos se deu quando começaram a tolerar conversas, amizades ou hábitos nocivos a fé que em outros tempos simplesmente condenavam e logo “cortavam” o mal pela raiz. O exemplo dos cristãos que caíram é o suficiente para entendermos que todos estamos sujeitos a queda e que precisamos estar em alerta quanto a esta realidade.

Vigiemos e oremos :"(...)não nos deixes cair em tentação." (Lucas 11.4)

domingo, março 18
Postado por: Rubens Lucas

Edom e o problema de sentir prazer na desgraça alheia

Ruínas de Petra na Jordânia, região que já foi ocupada pelos edomitas.


Os edomitas eram descendentes de Esaú e sofreram na pele a consequência do seu desprezo e profanação (Gn 27.40),  o reino de Edom esteve por anos subordinado aos filhos de Israel. Durante a queda de Jerusalém pelas mãos dos babilônios, este povo que era vizinho ao reino de Judá teve tanto prazer no dia da calamidade dos judeus, que era como se tivessem revivendo o ódio e ressentimento que separou os filhos gêmeos de Isaque.

Contemporâneo dos profetas Jeremias e Ezequiel, Obadias é autor do menor livro do Antigo Testamento, onde está registrado a revelação do juízo de Deus contra Edom:  
"Mas tu não devias ter olhado com prazer para o dia de teu irmão, o dia da sua calamidade; nem ter-te alegrado sobre os filhos de Judá, no dia da sua ruína; nem ter falado de boca cheia, no dia da angústia; não devias ter entrado pela porta do meu povo, no dia da sua calamidade; tu não devias ter olhado com prazer para o seu mal, no dia da sua calamidade; nem ter lançado mão nos seus bens, no dia da sua calamidade; não devias ter parado nas encruzilhadas, para exterminares os que escapassem; nem ter entregado os que lhe restassem, no dia da angústia." (Ob 12-14)

A destruição de Jerusalém aconteceu com a permissão de Deus que estava disciplinando o Seu povo, os edomitas não deveriam ter interferido, mas, eles não se contiveram ante a oportunidade de atingir os israelitas logrando vantagens por terem se aliado a Nabucodonosor, e por isto, participaram ativamente da invasão, saqueando a cidade e executando cruelmente os judeus que conseguiam escapar.  

A sabedoria bíblica nos alerta: "Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e não se regozije o teu coração quando ele tropeçar; para que o SENHOR não veja isso, e lhe desagrade, e desvie dele a sua ira." (Pv 24.17) A maldade dos edomitas custou caro e anos mais tarde o castigo anunciado pelo profeta Obadias se cumpriu:"como tu fizeste, assim se fará contigo; o teu malfeito tornará sobre a tua cabeça." (Ob 15),  Edom é atacada, conquistada e saqueada pelos seus antigos aliados, os babilônios.

Quando observamos o nosso interior com sinceridade, podemos constatar  quão maligno o coração humano pode ser. Por exemplo, é inegável que todos já fomos tentados a celebrar intimamente o fracasso dos nossos desafetos, a tarefa de amar nossos inimigos nunca foi fácil para ninguém. Nossa dificuldade de amar biblicamente é exposta no prazer imediato que é sentido diante da ruína daqueles que contam com a nossa antipatia ou aversão.

De vez em quando, este sentimento vingativo brota camuflado de senso de justiça, quando hipocritamente alegamos estar contentes apenas porque o bem prevaleceu, o mal não saiu  impune ou ainda, que Fulano de Tal só teve o que mereceu, etc. Mas, e quanto a nós? E se recebêssemos fielmente toda a paga dos nossos atos injustos e pecaminosos? O que se deseja secretamente é uma justiça parcial, que execute punição rigorosa aos outros (em especial, os que já condenamos e sentenciamos no coração), mas, quando chega a nossa vez, queremos ser poupados em nome da misericórdia.

Refletir sobre isso pode nos ajudar a voltar ao prumo, pois, às vezes, nos esquecemos que "as misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos" (Lm 3.22). Se achamos que Deus está "fazendo justiça" na vida de alguém que merecia um castigo, não diga "bem feito", mas, se lembre dos edomitas e coloque suas barbas de molho "porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe" (Hb 12.6). Deus renova Sua misericórdia para conosco a cada manhã, sejamos gratos e ao invés de tripudiar sobre a angústia de um filho que está sendo disciplinado, tenhamos compaixão e oremos para que haja arrependimento e salvação.










domingo, fevereiro 4
Postado por: Rubens Ennes

O outro lado do entretenimento


Quando nos preocupamos em demasia, ficamos tensos e sujeitos ao bloqueio de nossa mente para novas ideias ou inspirações. Sem cabeça para buscar uma solução, o que nos preocupava agora nos desespera. Para evitar o pior, uma atitude precisa ser tomada, mas, que atitude? Como poderemos resolver alguma coisa, se nem conseguimos colocar em ordem nossos próprios pensamentos? A beira de um colapso, somos aconselhados a espairecer. Os filmes, as séries, os games ou a internet e suas redes sociais podem nos servir de escape em meio ao turbilhão mental. Tais recursos alternativos para momentos específicos, costumam atrair a atenção de muita gente e aparentam ser inofensivos. "E não são?", alguém poderia contra-argumentar e completaria: "...O que pode haver de mal nisso?! Só estou me divertindo um pouquinho..."

Podemos definir como entretenimento todo recurso usado para distrair a nossa mente numa tentativa de ainda que momentaneamente, mudarmos o foco da nossa atenção. O problema é que tudo que é importante em nossa vida como a saúde, as finanças, a família, o casamento e principalmente, a nossa comunhão com Deus exige atenção, dedicação, comprometimento e investimento para não fracassarmos. Enquanto estamos distraídos com alguma forma de entretenimento, o tempo parece passar bem mais rápido que o de costume e as atividades importantes deixam de ser realizadas, e sem perceber, acabamos trocando o útil pelo fútil. 

Por causa das distrações, as pessoas deixam de aproveitar melhor o tempo em família, não conseguem mais ouvir o seu cônjuge, desligam-se  dos seus estudos, além de perderem o ânimo para orar a Deus ou meditar na Sua Palavra. Normalmente, muitas pessoas acabam por aprenderem da pior maneira que na vida existem prioridades. Enquanto tudo parece estar sob controle, há comodismo e procrastinação. Só que os problemas esquecidos na diversão continuam ali, o tempo passou e nada foi feito. E infelizmente, grande parte das pessoas só decidem tomar providências a respeito quando se dão conta que a "coisa" se tornou realmente séria, o problema é que muitas vezes, esse despertar acontece tarde demais, quando pouco ou quase nada pode ser mudado.

"Portanto, prestem atenção na sua maneira de viver. Não vivam como os ignorantes, mas como os sábios. Os dias em que vivemos são maus; por isso aproveitem bem todas as oportunidades que vocês têm." (Efésios 5.15-16 - NTLH)  

Amigos(as), vocês sabem que certas coisas podem esperar, mas, deixar o que é prioridade para depois, é e sempre será um erro fatal, algo que pode nos custar muito caro. 












sexta-feira, janeiro 26
Postado por: Rubens Ennes

Morrer para dar frutos: O início do quebrantamento.


O quebrantamento é doloroso, e a maioria de nós prefere viver sem dor ou sacrifícios. Porém, são nesses momentos de dores que Deus faz a Sua maior obra, transformando-nos e reorientando-nos de acordo com Seus propósitos divinos.

O Senhor Jesus explicou isso muito bem em João 12:24-25: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna”.

Ao compararmos nossa vida com um grão de trigo fica claro que se mantivermos a semente na mão, não vai acontecer nada, e se a colocarmos cuidadosamente em um frasco e guardarmos em um lugar seguro permanecerá ali por muito tempo. Protegido desta forma, o grão não vai servir em realidade para nada. Apenas para ocupar um pouco de espaço. Porém, se esse grão é colocado na terra, onde vai perder a sua capa protetora, algo surpreendente vai acontecer. Logo depois você vai ver um pequeno broto sair da terra, e começará a se desenvolver e se tornará em algo diferente, útil e bonito. Além disso, esta nova planta irá produzir mais e mais grãos que podem ser plantados, e vão nascer novos brotos que vão fazer o mesmo. É o maravilhoso ciclo da vida em que um único grão pode produzir muitas plantas mais de trigo. Porém,  tudo tem que começar com o quebrantamento do grão, ou melhor a morte.

O Senhor Jesus não apenas usou este exemplo, como também viveu isso na Sua própria carne. Para dar Sua vida em sacrifício, foi quebrantado, humilhado e colocado na terra. A partir daí surgiu uma nova vida para todos nós, os que confiamos e cremos. Deste “grão” surgiu uma quantidade incontável de pessoas que creram e se entregaram, cada uma com uma nova vida
.
Você se sente quebrantado, humilhado ou atribulado hoje? Se a sua resposta é um sim, lembre-se do grão  de trigo que primeiro morre para poder ser transformado. Deus não lhe abandonou, Ele apenas está te conduzindo por um caminho onde você vai experimentar um novo nascimento. Pense nisso e que Deus te abençoe.











domingo, janeiro 21
Postado por: Jose Ferro

A fé que transforma o medo em vitória


O medo se introduz na nossa vida e nos envolve a mente e o coração. Isso  pode acontecer de uma maneira tão sutil que não prestamos a devida atenção de como a ansiedade tem afetado em  decisões importantes, saúde, trabalho, família e etc. Muitas pessoas dentro das igrejas perdem o melhor das promessas de Deus, porque o medo as impede de andar pela fé.

O medo pode parecer sem importância no começo, mas se não for controlado ou vencido começa a interferir em nossas vidas. Fisicamente podemos experimentar a tensão, um processo que nos impede de relaxar e desfrutar dos bons momentos do dia. A ansiedade constante pode causar sérios problemas de saúde. Nossa mente pode ser obscurecida pelo medo, o que pode limitar o que estamos dispostos a pensar e considerar. Se isso acontecer, nossa criatividade e os nossos sonhos vão ser sufocados. Porém, a paralisia mental que muitas vezes acompanha o medo descontrolado, é muito perigosa para nossa vida espiritual.

A menos que você confie em Deus, um único temor pode te dominar facilmente, deixando uma sensação de mal-estar e inquietude. Nos tornamos pessoas indecisas e angustiadas ao pensar que podemos tomar uma decisão errada. Tratamos de evitar qualquer coisa que nos faça sentir ansiosos, e com isso nos deixamos levar pelo medo. Por tanto falhamos em crescer como homens e mulheres de Deus e passamos a ter contratempos em nossa vida, seja no profissional, familiar ou espiritual. Se você se deixar levar pelo medo, ele te paralisa, e com isso você não deposita sua confiança total em Deus e deixa de segui-lo pela fé. Um fato comum a todo ser humano é que ele é um ser com algum tipo de medo ou temor. Estamos sempre fugindo de alguma coisa, de fatos da vida, de realidades, de verdades, de nós mesmos e de Deus.

Jacó era o tipo de homem que sempre tratava de resolver as coisas da sua maneira, com a força do braço. Quantas vezes nossas decisões nos colocam na mesma condição de Jacó? Queremos fugir dos problemas, fugir das dificuldades, das lembranças amargas e tantas outras situações que podem nos levar à morte. Difícil não haver entre nós alguém cujo coração já não tenha tido o mesmo desejo: sumir do mapa!

Jacó estava voltando para sua casa, mas ele sabia que teria que acertar as contas com seu irmão, e tentou da sua maneira novamente apaziguar seu irmão lhe enviando presentes, e quando ele soube que seu irmão vinha ao seu encontro com 400 homens temeu. Temeu pela sua vida, temeu pela sua família, e buscou de Deus um milagre. Jacó ficou ao todo cerca de vinte anos longe de sua terra e de sua família. E a dor de estar isolado em uma terra estranha a mais de oitocentos quilômetros de distância de Berseba, sabendo que não poderia voltar tão cedo para o seu lar, certamente trazia angústia ao seu coração e era necessário anular uma maldição que o acompanhava, seu nome era sinônimo de "enganador" e era necessário passar por uma verdadeira transformação.


É importante destacar por exemplo, o fato de Jacó reconhecer que precisava ter um momento a sós com Deus. Nos versículos 22 a 24 do capítulo 32 de Gênesis, lemos que Jacó passou toda sua família e tudo o que possuía para o outro lado do ribeiro e então ele ficou só ali na beira do ribeiro. Devemos nos desprender de tudo, esquecermos por algum momento nossos medos, problemas, preocupações, ansiedades, filhos, cônjuge,  parentes, bens e tudo quanto temos e nos apresentarmos diante de Deus no Seu altar. Vemos que a partir do Vau de Jaboque a mudança, a transformação de Jacó foi plena e ele nunca mais foi o mesmo, ele se despojou de tudo e partiu para um tudo ou nada, vencendo assim os seus temores, foi nesse momento que Jacó teve a sua vida completamente transformada agora não era um Jacó e sim Israel. 









quarta-feira, novembro 22
Postado por: Jose Ferro

O Banquete da Ostentação



O rei Belsazar foi anfitrião de um grande banquete cujos convidados pertenciam a elite babilônica. Acompanhado de suas mulheres e concubinas e empolgado com o esplendor da festividade (e com o vinho), Belsazar resolve fazer uma demonstração do "seu” poder, menosprezando o Todo Poderoso Deus de Israel ao mandar trazer para sua festinha particular os utensílios sagrados de ouro e de prata que haviam sido retirados do Templo em Jerusalém.

Nada foi registrado nas Escrituras a respeito de sua personalidade antes desta ocasião, entretanto, o filho de Nabonido acabou revelando toda a pobreza do seu espírito quando teve o poder em mãos. Costumamos ouvir que para se conhecer uma pessoa, basta que se dê algum poder a ela. O problema não está no poder em si, porque ao contrário do que muitos dizem, ele não é capaz de corromper o homem, mas, ele pode ser útil para revelar um lado do ser humano que até então, era desconhecido para a própria pessoa. O que apodrece a alma é a vaidade que ao invés de ser refreada e contida, é alimentada com a ilusão que os privilégios do poder proporcionam.

O interessante é que nem é necessário recebermos tanto poder assim para que as evidências de uma natureza caída comecem a se manifestar. Às vezes, basta existir uma possibilidade de estar acima dos demais, para que sejamos deformados em comportamento e caráter. Muitos chegam ao ponto de esquecerem que a qualquer momento toda sua pujança pode se evaporar, e que só existe UM que tem o poder sempiterno, o Deus de Abraão.   

Ao conhecermos a Verdade, podemos estar criando um sério “problema” para nós, o de não ter mais como se desculpar dizendo:“Senhor, eu não sabia!”. Penso que isto pode ter pesado para agravar ainda mais a situação de Belsazar, pois, ele sabia de tudo o que acontecera a seu avô Nabucodonosor, que no auge do seu reinado havia ficado tão vaidoso e cheio de si, que foi derrubado do poder e perdeu toda a sua glória. (Dn 5.22) Nabucodonosor perdeu o juízo e passou a agir como um animal, comendo capim e dormindo ao relento, e isto durou até que ele reconhecesse que o Deus Altíssimo é Soberano e que domina acima dos reinos deste mundo. (Dn 4.30-37)

Voltando ao banquete da ostentação do vaidoso Belsazar, sua festividade foi interrompida pela aparição sobrenatural de uma mão escrevendo palavras misteriosas na parede. Belsazar fica transtornado e pálido, começa a tremer da cabeça aos pés e finalmente cai em si e percebe a loucura que fez, mas, era tarde demais, sua riqueza, sua autoridade, seu reino e sua glória não seriam suficientes para livrá-lo de colher do fruto amargo do que havia plantado. Enquanto Belsazar se divertia em seu banquete, os persas invadiram a cidade e deram fim a Babilônia e a seu arrogante rei.

“O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda.” (Pv 16.18)

Para o nosso próprio bem, a prudência exige que sejamos mais humildes.













quinta-feira, novembro 16
Postado por: Rubens Ennes

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