Murmuração, o vício da alma insatisfeita


Nem precisa procurar muito. Numa rápida olhada ao nosso redor, já é possível perceber a inclinação que existe no comportamento humano para o que é mal ou negativo. Por exemplo, ninguém fica à vontade quando se está em um lugar diferente na presença de pessoas desconhecidas, no entanto, a solução mais “eficaz” encontrada pela maioria das pessoas para quebrar o gelo e fugir do embaraço é bem simples, basta reclamar de alguma coisa. Se estiver na fila do caixa no supermercado, reclame dos preços da carne, do tomate, do leite ou do feijão. Caso você esteja no ponto de ônibus, reclame do calor, do frio ou da demora do transporte coletivo. Pronto, isso já deve ser o suficiente para gerar pelo menos uma afinidade com alguém que você nunca viu na vida.

Ter uma rápida conversa com alguém, nem se compara ao convívio diário com uma pessoa que nunca está satisfeita com nada. É penoso conviver com alguém assim. Sem a gente perceber, a reclamação pode se tornar um hábito. Um hábito feio e perigoso. É verdade que não temos que aceitar tudo como normal, mas, existe diferença entre rejeitarmos uma injustiça e andarmos permanentemente em estado de amargura e insatisfação contra tudo e todos.

Nossas reclamações estão diretamente ligadas a quem somos e dizem muito a respeito da natureza egoísta e orgulhosa que há no homem. (Mt 12.34) Quando vivo a reclamar, mostro que para mim o que importa é apenas o que EU sinto, o que EU penso, e o MEU jeito de ser e fazer as coisas. Se algo não é feito da maneira que EU idealizei ou da maneira que EU entendo que tem que ser feito, reclamo. Se EU não sou tratado como acho que devo ser tratado, murmuro. Se uma responsabilidade é concedida a alguém que EU me considero mais capaz e penso que se estivesse naquele lugar faria muito melhor, reclamo.

"Fazei tudo sem murmurações nem contendas" (Fp 2.14)

Nas igrejas, a murmuração não costuma acontecer de forma pública, ninguém quer correr o risco de comprometer sua imagem de homem ou mulher de Deus. Entre os irmãos de fé, a murmuração pode aparecer na forma de crítica, desabafo ou contestação, mas, disfarçada de sinceridade. (1 Co 15.33Das duas, uma. Ou a pessoa fica balbuciando pelos cantos suas lamúrias, ou encontra (e sempre encontra) outra alma “reclamona” que vai ouvi-la e que também irá expor suas queixas num compartilhamento recíproco dos azedumes do coração. Claro, tudo sob a justificativa de ser apenas alguém que prima pelo correto ou que zela pelos bons costumes.

Se por um lado, existem pessoas omissas e relapsas que vivem a fugir de suas responsabilidades, por tanto, fazem valer a crítica recebida; por outro lado, há pessoas que sempre procuram fazer o seu melhor em tudo, são dedicadas e caprichosas, mas, que apagam o brilho, a beleza e o valor do que fizeram com tanta excelência, quando cumprem suas tarefas murmurando e reclamando de quem nada faz ou de quem não faz como ela faz.

Tudo o que realizamos de positivo pode estar sendo jogado no lixo quando permitimos que um comportamento tão maligno como a murmuração seja companheiro de nossas boas obras. Podemos ter um desempenho exemplar em nossas tarefas e ao mesmo tempo sermos reprovados diante de Deus pela amargura que deixamos criar raiz em nosso coração. (Hb 12.15) 

A melhor alternativa em meio à insatisfação da alma está na substituição do vício em reclamação pelo exercício da oração. (Pv 18.20)









domingo, abril 16
Postado por: Rubens Ennes

A sabedoria que não resiste a pressão


Qual é a visão que você tem a respeito de si mesmo? Você se vê como uma pessoa sábia e inteligente? Segundo o seu ponto de vista, quais são as evidências de que alguém é dotado de atributos tão elevados como a sabedoria e a inteligência?

"Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras." (Tiago 3.13).

Na maneira como conduzimos cada situação de nosso dia a dia, especialmente quando a ocasião envolve alto nível de estresse, podemos observar se possuímos ou não as virtudes citadas acima. A nossa estrutura emocional e espiritual é exposta sempre que somos pressionados, por isto, os momentos críticos da vida são necessários e de grande valia para nosso autoconhecimento. Ou teria cabimento eu me considerar uma pessoa centrada, se meu equilíbrio emocional dura até que alguém me contrarie, aponte minha falha e ponha o dedo na minha ferida?

Convenhamos, é fácil manter a mansidão e agir com humildade quando tudo parece estar sob nosso controle. Mas, ao longo de nossa vida, passaremos por inúmeras circunstâncias que exigirão de nós o que no momento parecerá impossível, que mantenhamos a calma e tomemos a decisão mais sábia e inteligente. A tendência, no entanto, é que nossa tolice e insensatez falem mais alto nestas horas. Com a cabeça quente e os sentimentos aflorados, costumamos enfiar os pés pelas mãos e sempre que nos falta mansidão, acabamos falando e fazendo o que não deveria.

Nosso futuro é afetado diretamente pela forma que reagimos às situações contrárias, a cada momento podemos estar garantindo ou comprometendo a nossa felicidade. Às vezes, na tentativa de se resolver um problema, corremos o risco de estar criando outros piores.

"Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca. Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins." (Tiago 3.14-16).

Por não ter conhecido até hoje uma única pessoa que seja assumidamente invejosa, arrogante, fofoqueira ou desequilibrada, estou convicto do quanto somos míopes quando o assunto é examinar a nós mesmos. Queremos ter nossa intelectualidade reconhecida e poder nos gabar do quanto somos sábios, mas, nos recusamos a admitir que também agimos por vaidade e com estupidez. Não relute em confessar a fraqueza existente no interior de todos nós, brigar com os fatos é mentir contra a verdade.

Como temos lidado com os inconvenientes da vida? Como reagimos quando somos atacados com ofensas e calúnias? E quando somos contrariados ou confrontados, qual tem sido o nosso proceder? Se respondermos com sinceridade a perguntas tão pertinentes, poderemos chegar a um diagnóstico mais preciso do estado que se encontra a nossa alma.

"Mas a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera." (Tiago 3.17).


Se quisermos experimentar a plena paz e a vida verdadeira que somente o Espírito Santo pode dar, precisamos pautar todas nossas escolhas segundo a Sabedoria do Alto, reafirmando assim, a nossa dependência de Deus.













domingo, março 26
Postado por: Rubens Ennes

Onde está o foco do seu olhar?

Quem muito repara nos outros, pouco olha para dentro de si. Uma breve reflexão sobre 1 Samuel 16.7.








sábado, março 18
Postado por: Rubens Ennes

Entenda a origem da superficialidade dos relacionamentos atuais




Dinheiro e tecnologia têm o seu devido lugar em nossas vidas, são muito úteis enquanto servos, mas, altamente destrutivos quando senhores.









sábado, março 11
Postado por: Rubens Ennes

Ninguém tolera a infidelidade


Para que um casamento possa funcionar, é necessário que se dedique tempo, que se elimine velhos e nocivos hábitos e que defeitos sejam relevados. Com muita paciência, um casal que se une e se empenha para vencer as diferenças poderá alcançar o ajuste ideal de um ao outro, é quando os dois se tornam uma só carne.

Defeitos como imaturidade ou insegurança podem ser relevados ou administrados em um casamento, entretanto se não houver fidelidade, o convívio se torna insustentável. Vale lembrar que nem mesmo os bandidos toleram a figura do "X9" ou traíra.

Apesar de conhecer a fundo nossos segredos mais íntimos e perversos, ainda assim, o Senhor Jesus jamais deixou de amar e desejar um relacionamento pessoal com o ser humano. (Jo 17.20-21) O Autor da Vida escolheu relevar nossas imperfeições, entretanto, nunca abrira mão que andemos com fidelidade e obediência à Sua palavra. 

"Escolhi o caminho da fidelidade; decidi seguir as tuas ordenanças." (Sl 119.30)
Ninguém nasce com o gene da infidelidade ou predestinado a ser fiel. A fidelidade é uma questão de escolha própria a cada situação vivida. Quando o infiel se arrepende e se volta para Deus, o Senhor Jesus nunca nega ajuda e perdão, mas, esta é uma decisão que somente a pessoa que deseja conserto pode tomar.
















quarta-feira, fevereiro 22
Postado por: Rubens Ennes

A fauna que há em nós




Ele já tinha todas as rugas do tempo quando o encontrei pela primeira vez. Queixava-se de que tinha muito a fazer. Perguntei-lhe como era possível, que em sua solidão, tivesse tanto trabalho...

Ele respondeu: "Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quietos dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e dominar um leão! – disse ele.

- Mas eu não vejo nenhum animal perto do local onde você mora. Onde eles estão?

Ele então me explicou: Estes animais são encontrados em todo homem.

- Os dois falcões se lançam sobre tudo o que aparece, seja bom ou mau. Tenho que domá-los para que se fixem sobre uma boa presa. São meus olhos!

- As duas águias ferem e destroçam com suas garras. Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem, sem ferir a ninguém. São as minhas mãos!

- Os dois coelhos, só querem ir aonde lhes agrada. Fugindo de tudo e esquivando-se das dificuldades... Tenho que ensinar-lhes a ficar quietos e tranquilos, mesmo que seja penoso, difícil ou desagradável. São meus pés!

- O mais difícil é vigiar a serpente. Apesar de estar presa numa jaula de 32 barras, quando mal a jaula se abre, já está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam. Se não a vigio de perto, ela faz um enorme estrago. É a minha língua!

- O burro é muito obstinado, não quer cumprir com suas obrigações. Sempre alega estar cansado e se recusa a transportar a carga de cada dia. É meu corpo!

- Finalmente, preciso dominar o leão... Ele sempre quer ser o rei, o mais importante. É vaidoso e orgulhoso. É o meu coração!

(Autor desconhecido)










quarta-feira, fevereiro 15
Postado por: Rubens Lucas

Do MEU Ponto de Vista...



O ponto de vista de uma pessoa pode variar muito dependendo das circunstancias vivenciadas. Se um motorista estiver no transito e for cortado por um motoboy, logo pensa: “Que cara louco, pra quê tanta pressa?! Ainda vai causar um acidente com toda essa imprudência!”.

No entanto, esse indignado motorista também é o mesmo cliente daquela pizzaria que sempre cobra eficiência e pede “pressa” na hora da entrega do seu jantar. Atendendo a exigência do pedido, o que faz o entregador? Sai em disparada, tenta cortar caminho pra chegar mais rápido, acelera mais... Porque se demorar, a pizza pode chegar fria, e o cliente muito irritado irá reclamar com o gerente, e quem acabará pagando a conta? Claro, o esforçado trabalhador que não foi bom o bastante e que possivelmente perderá o emprego no próximo inconveniente.

Note que o mesmo que reclamou da pressa no início, reclama agora da demora. O problema é a nossa hipocrisia de sempre, porque se flagramos alguém agindo de forma egoísta logo condenamos e atiramos pedras; mas quando é com a gente... 

todo ponto de vista é a vista de um ponto.” - Leonardo Boff 

Temos que ser honestos, é muito fácil analisar o erro alheio e dizer que para aquela atitude não há justificativa, mas porque quando nós erramos sempre encontramos alguma explicação? Não é fácil encarar a realidade e admitir que não somos tão sensatos como gostaríamos e que às vezes, só sabemos enxergar o nosso lado e defender apenas o que nos convém.

Você conhece alguém que já se envolveu em um acidente de carro? Pergunte pra ela sobre o ocorrido e provavelmente, você ouvirá que o erro foi do outro motorista que não prestou atenção, que não sabia dirigir, etc. Errados são os outros. 

Se tratando de um acidente, todos podem ter alguma responsabilidade no ocorrido, quanto serem igualmente vítimas da casualidade. O que abordo aqui é a auto sabotagem que praticamos quando tentamos esconder atrás de desculpas esfarrapadas quem realmente somos.

"Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5.3) 

É preciso jogar limpo consigo mesmo e ter um relacionamento sincero com Deus, enfrentando a realidade por mais dura que seja e buscando Aquele que nos ajuda em nossas fraquezas, o Espírito Santo.













terça-feira, fevereiro 14
Postado por: Rubens Lucas

Desequilíbrio | Entre Nós



Você é do tipo que diz "comigo é 8 ou 80"? Ou você se vê de uma forma equilibrada? 
O desequilíbrio é o assunto da vez no programa "Entre Nós".








Postado por: Rubens Ennes

Sobre a Malícia e a Hipocrisia


"E que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha. Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi." (Mt 21.28)

A atitude que este filho tomou não condizia com a resposta que havia dado a seu pai, ele falou uma coisa e fez outra. Se ele não iria fazer o que o pai mandara, por que ele respondeu prontamente que faria? O que o motivou a agir desta maneira? O mais provável é que tenha sido movido pelo medo da reação de seu pai ante sua rebeldia, e para não sofrer uma repreensão ou punição, agiu com malícia. 

O filho malicioso representava os religiosos hipócritas que tanto se opuseram ao Senhor Jesus, homens que por conveniência fingiam se importar com o Deus de Abraão através de um aparente zelo na observação da Lei. Conheciam a vontade do Pai, mas, não esboçavam qualquer arrependimento pelos pecados que escondiam. 

Enquanto a malícia pode ser definida como a intenção ou a habilidade de enganar, a hipocrisia é o ato de fingir ter virtudes que na verdade não possui. A malícia caminha de mãos dadas com a hipocrisia. Elas trabalham em parceria na construção de um personagem que entra em ação sempre que alguém deseja desesperadamente causar uma boa impressão. 

O malicioso se empenha apenas para atender a expectativa dos que exercem alguma influência sobre ele, faz só o suficiente para fugir das conseqüências ruins e não ser criticado ou para ser elogiado e promovido. Seu esforço nunca é aplicado no seu aprimoramento como ser humano, mas, na dissimulação. Ao contrair a malícia, perdemos a percepção que muito do que tem sido exigido ou esperado de nós tem uma razão superior para existir, logo, as regras passam a ser seguidas apenas para “inglês ver”, apenas para efeito de aparência. O malicioso não acha que precisa ser, basta parecer.

Neste contexto, lembramos daquele funcionário que na ausência do patrão fica disperso, jogando conversa fora, deixando o tempo passar enquanto finge que trabalha, mas, que na presença do seu empregador tenta se mostrar eficaz e proativo. De igual forma, age aquele marido que aparenta ser um chefe de família exemplar, sempre atencioso e gentil quando está entre seus amigos em algum evento social, mas que no convívio diário, desperta na esposa um sentimento de aversão por seu egoismo, avareza e truculência.

Quando o cristão é contaminado pela malícia, seu relacionamento com Deus passa a estar limitado as quatro paredes da igreja, e como se mostra outra pessoa longe dela, sua prioridade se resume em não ficar mau falado entre os irmãos. É muito comum as pessoas religiosas declararem seu amor a Deus afirmando que Ele é tudo para elas. Mas, se agimos com tal hipocrisia, mostramos que o nosso tudo na verdade é o prestígio que achamos ter diante dos homens.

E o que Deus pensa não é importante? A opinião de Deus não conta? Não, para o malicioso está tudo bem enquanto ninguém descobrir. Para ele, o que importa é zelar pela boa reputação, mesmo que a mentira, o orgulho, o adultério, os ressentimentos, a maledicência e demais pecados tenebrosos continuem presentes, só que escondidos debaixo do tapete.










domingo, fevereiro 12
Postado por: Rubens Ennes

A importância do Espírito Santo | Entre Nós



Tudo que é operado em nós para a salvação de nossa alma tem o Espírito Santo como autor.





sexta-feira, fevereiro 10
Postado por: Rubens Ennes

Salvação pelas obras? | Bispo Augusto Dias



Será que as obras podem nos garantir salvação? 
Veja o que o bispo Augusto Dias fala a respeito.




quinta-feira, fevereiro 9
Postado por: Rubens Ennes

Como se livrar da CULPA | Entre Nós



Todos nós erramos. Mas, será que todos conseguem se livrar da culpa que vem após o erro? Confira algumas dicas que podem lhe ajudar a vencer a culpa.









Postado por: Rubens Ennes

HUMILDADE: O que significa?

Como definir humildade - Flávio Gikovate

 "A verdadeira humildade é a do que é sábio, sincero e honesto: o que está mesmo ciente de suas limitações e sabe quão pouco é o que ele sabe." - Dr. Flávio Gikovate










Postado por: Rubens Ennes

Pela sobrevivência do nosso ideal



"Se projetas alguma coisa, ela te sairá bem, e a luz brilhará em teus caminhos." (Jó 22.28)

A busca por uma realização pessoal exige que façamos planejamentos. Traçamos nossas metas com base nos conhecimentos que adquirimos. No entanto, por mais preparados que possamos estar, não está proibido das coisas darem errado e por conta do imponderável, o sonho que parecia estar tão próximo de se concretizar, o vemos agora se esvaindo pouco a pouco entre os nossos dedos. Isto não é problema, o imprevisto é só mais uma circunstância a qual todos estamos sujeitos.

Problema mesmo, é se diante dos sucessivos maus resultados, insistirmos em fazer tudo do mesmo jeito ou da nossa própria maneira. Ficar dando murro em ponta de faca não é perseverança. Muitos se perdem em meio ao caos quando tentam desesperadamente convencer alguém de que ainda não perderam o controle da situação e que tudo ainda está conforme planejaram inicialmente, sendo que provavelmente, nem eles mesmos estão convencidos disto. Ser arrogante, teimoso ou tentar manter as aparências nessas horas, só servirá para agravar a situação. 

Em uma região desértica do Marrocos, onde achar pastos é raridade, uma cena inusitada foi registrada (vídeo acima), dezesseis cabras em cima de uma única árvore à procura de folhas e frutos. Na luta pela própria sobrevivência se viram obrigadas a dar um jeito, a necessidade as fez encontrar uma solução. É preciso reconhecer que temos uma tendência natural de apresentar resistência as mudanças e que o nosso orgulho nos leva a tomar a decisão de mudar somente quando somos obrigados, quando ficamos sem saída. A verdade é que não queremos quebrar nossa cômoda rotina e nem sair de nossa zona de conforto. 

Podemos tentar ignorar, mas, problemas costumam piorar com o passar do tempo. Se o que está em questão é a sobrevivência do nosso sonho, buscar uma mudança se torna mais do que necessário. Só temos a perder se ficarmos a reclamar das circunstâncias ou a esperar que uma hora apareça uma alma rica e caridosa para nos ajudar. Aliás, a realidade mostra que por mais que alguém diga que se importa com a gente, este alguém (ainda que queira) não pode assumir a nossa luta ou tomar atitudes por nós. Nem Deus faz isso, ELE se coloca a disposição para lutar com você e não por você. Até as cabras marroquinas já entenderam.

sábado, janeiro 28
Postado por: Rubens Lucas

Para o seu próprio bem: PARE DE RECLAMAR


Ninguém está livre de viver um dia difícil, mas, dependendo da maneira que reagimos, podemos transformar o que era para ser apenas um momento de dificuldade em um fracasso quase permanente. Só não se torna definitivo porque através do poder fé e de atitudes inteligentes, podemos construir um futuro diferente.

Quando percebemos já nas primeiras horas do dia que nada está saindo conforme o planejado e no decorrer de algumas horas tudo continua dando errado, é provável que surja em nossa mente pensamentos negativos, que se não vigiarmos acabarão se transformando em palavras como: “hoje vai ser um dia daqueles” “Não adianta, hoje não é meu dia”. O que parece ser um simples e inofensivo desabafo, pode estar enterrando qualquer possibilidade de mudança e decretar, pelo menos naquele dia, que o infortúnio seja estabelecido.

"A tua própria boca te condena, e não eu; os teus lábios testificam contra ti." (Jó 15.6)
Sabemos que lamentar, reclamar ou mesmo murmurar nunca resolveu o problema de ninguém, pelo contrário, tais atitudes nos fazem desviar o olhar do Senhor Jesus e deixar de confiar em Deus e em Seus propósitos para nossa vida. Nos igualamos aos hebreus que apesar de terem visto e experimentado tantas maravilhas de Deus, murmuravam a cada nova dificuldade encontrada. Tanta incredulidade e ingratidão resultaram em quarenta anos andando em círculos no deserto.

O mesmo tem se repetido na vida de pessoas que tiveram a oportunidade de ouvir tantas palavras edificantes, de assistir testemunhos extraordinários, além de terem presenciado a manifestação do poder de Deus em suas próprias vidas e mesmo assim, no calor da dificuldade acabam por encherem suas mentes de preocupações e as suas bocas de reclamações.

Quando murmuramos admitimos nossa ingratidão, manisfestamos incredulidade e invalidamos a promessa. Eis aí o motivo pelo qual, muitos cristãos estão levando uma vida de atraso e amarração.

"Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia." (1 Coríntios 10.10-12)

O grande problema é que depende de nós, porque se dependesse APENAS de Deus, a realidade de nossa vida seria outra. Nada é impossível para Deus, são os nossos medos e dúvidas que tem impedido Deus de fazer mais em nossa vida. Troque a queixa pelo louvor, a reclamação pelo clamor e a lamentação por atitudes de fé. Pare de reclamar, tome as atitudes necessárias e confie que Deus está cuidando de tudo.

















sexta-feira, janeiro 27
Postado por: Rubens Ennes

Receba as novidades do Blog em seu e-mail

Mantenha-se informado e atualizado

+ Recentes

Arquivos do blog

Sentido Único ©Copyright - Todos os direitos Reservados.. Tecnologia do Blogger.

Copyright © Sentido Único | Seguindo Sempre na Direção do Céu