A fauna que há em nós




Ele já tinha todas as rugas do tempo quando o encontrei pela primeira vez. Queixava-se de que tinha muito a fazer. Perguntei-lhe como era possível, que em sua solidão, tivesse tanto trabalho...

Ele respondeu: "Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quietos dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e dominar um leão! – disse ele.

- Mas eu não vejo nenhum animal perto do local onde você mora. Onde eles estão?

Ele então me explicou: Estes animais são encontrados em todo homem.

- Os dois falcões se lançam sobre tudo o que aparece, seja bom ou mau. Tenho que domá-los para que se fixem sobre uma boa presa. São meus olhos!

- As duas águias ferem e destroçam com suas garras. Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem, sem ferir a ninguém. São as minhas mãos!

- Os dois coelhos, só querem ir aonde lhes agrada. Fugindo de tudo e esquivando-se das dificuldades... Tenho que ensinar-lhes a ficar quietos e tranquilos, mesmo que seja penoso, difícil ou desagradável. São meus pés!

- O mais difícil é vigiar a serpente. Apesar de estar presa numa jaula de 32 barras, quando mal a jaula se abre, já está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam. Se não a vigio de perto, ela faz um enorme estrago. É a minha língua!

- O burro é muito obstinado, não quer cumprir com suas obrigações. Sempre alega estar cansado e se recusa a transportar a carga de cada dia. É meu corpo!

- Finalmente, preciso dominar o leão... Ele sempre quer ser o rei, o mais importante. É vaidoso e orgulhoso. É o meu coração!

(Autor desconhecido)










quarta-feira, fevereiro 15
Postado por: Rubens Lucas

Do MEU Ponto de Vista...



O ponto de vista de uma pessoa pode variar muito dependendo das circunstancias vivenciadas. Se um motorista estiver no transito e for cortado por um motoboy, logo pensa: “Que cara louco, pra quê tanta pressa?! Ainda vai causar um acidente com toda essa imprudência!”.

No entanto, esse indignado motorista também é o mesmo cliente daquela pizzaria que sempre cobra eficiência e pede “pressa” na hora da entrega do seu jantar. Atendendo a exigência do pedido, o que faz o entregador? Sai em disparada, tenta cortar caminho pra chegar mais rápido, acelera mais... Porque se demorar, a pizza pode chegar fria, e o cliente muito irritado irá reclamar com o gerente, e quem acabará pagando a conta? Claro, o esforçado trabalhador que não foi bom o bastante e que possivelmente perderá o emprego no próximo inconveniente.

Note que o mesmo que reclamou da pressa no início, reclama agora da demora. O problema é a nossa hipocrisia de sempre, porque se flagramos alguém agindo de forma egoísta logo condenamos e atiramos pedras; mas quando é com a gente... 

todo ponto de vista é a vista de um ponto.” - Leonardo Boff 

Temos que ser honestos, é muito fácil analisar o erro alheio e dizer que para aquela atitude não há justificativa, mas porque quando nós erramos sempre encontramos alguma explicação? Não é fácil encarar a realidade e admitir que não somos tão sensatos como gostaríamos e que às vezes, só sabemos enxergar o nosso lado e defender apenas o que nos convém.

Você conhece alguém que já se envolveu em um acidente de carro? Pergunte pra ela sobre o ocorrido e provavelmente, você ouvirá que o erro foi do outro motorista que não prestou atenção, que não sabia dirigir, etc. Errados são os outros. 

Se tratando de um acidente, todos podem ter alguma responsabilidade no ocorrido, quanto serem igualmente vítimas da casualidade. O que abordo aqui é a auto sabotagem que praticamos quando tentamos esconder atrás de desculpas esfarrapadas quem realmente somos.

"Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5.3) 

É preciso jogar limpo consigo mesmo e ter um relacionamento sincero com Deus, enfrentando a realidade por mais dura que seja e buscando Aquele que nos ajuda em nossas fraquezas, o Espírito Santo.













terça-feira, fevereiro 14
Postado por: Rubens Lucas

Desequilíbrio | Entre Nós



Você é do tipo que diz "comigo é 8 ou 80"? Ou você se vê de uma forma equilibrada? 
O desequilíbrio é o assunto da vez no programa "Entre Nós".








Postado por: Rubens Ennes

Sobre a Malícia e a Hipocrisia


"E que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha. Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi." (Mt 21.28)

A atitude que este filho tomou não condizia com a resposta que havia dado a seu pai, ele falou uma coisa e fez outra. Se ele não iria fazer o que o pai mandara, por que ele respondeu prontamente que faria? O que o motivou a agir desta maneira? O mais provável é que tenha sido movido pelo medo da reação de seu pai ante sua rebeldia, e para não sofrer uma repreensão ou punição, agiu com malícia. 

O filho malicioso representava os religiosos hipócritas que tanto se opuseram ao Senhor Jesus, homens que por conveniência fingiam se importar com o Deus de Abraão através de um aparente zelo na observação da Lei. Conheciam a vontade do Pai, mas, não esboçavam qualquer arrependimento pelos pecados que escondiam. 

Enquanto a malícia pode ser definida como a intenção ou a habilidade de enganar, a hipocrisia é o ato de fingir ter virtudes que na verdade não possui. A malícia caminha de mãos dadas com a hipocrisia. Elas trabalham em parceria na construção de um personagem que entra em ação sempre que alguém deseja desesperadamente causar uma boa impressão. 

O malicioso se empenha apenas para atender a expectativa dos que exercem alguma influência sobre ele, faz só o suficiente para fugir das conseqüências ruins e não ser criticado ou para ser elogiado e promovido. Seu esforço nunca é aplicado no seu aprimoramento como ser humano, mas, na dissimulação. Ao contrair a malícia, perdemos a percepção que muito do que tem sido exigido ou esperado de nós tem uma razão superior para existir, logo, as regras passam a ser seguidas apenas para “inglês ver”, apenas para efeito de aparência. O malicioso não acha que precisa ser, basta parecer.

Neste contexto, lembramos daquele funcionário que na ausência do patrão fica disperso, jogando conversa fora, deixando o tempo passar enquanto finge que trabalha, mas, que na presença do seu empregador tenta se mostrar eficaz e proativo. De igual forma, age aquele marido que aparenta ser um chefe de família exemplar, sempre atencioso e gentil quando está entre seus amigos em algum evento social, mas que no convívio diário, desperta na esposa um sentimento de aversão por seu egoismo, avareza e truculência.

Quando o cristão é contaminado pela malícia, seu relacionamento com Deus passa a estar limitado as quatro paredes da igreja, e como se mostra outra pessoa longe dela, sua prioridade se resume em não ficar mau falado entre os irmãos. É muito comum as pessoas religiosas declararem seu amor a Deus afirmando que Ele é tudo para elas. Mas, se agimos com tal hipocrisia, mostramos que o nosso tudo na verdade é o prestígio que achamos ter diante dos homens.

E o que Deus pensa não é importante? A opinião de Deus não conta? Não, para o malicioso está tudo bem enquanto ninguém descobrir. Para ele, o que importa é zelar pela boa reputação, mesmo que a mentira, o orgulho, o adultério, os ressentimentos, a maledicência e demais pecados tenebrosos continuem presentes, só que escondidos debaixo do tapete.










domingo, fevereiro 12
Postado por: Rubens Ennes

A importância do Espírito Santo | Entre Nós



Tudo que é operado em nós para a salvação de nossa alma tem o Espírito Santo como autor.





sexta-feira, fevereiro 10
Postado por: Rubens Ennes

Salvação pelas obras? | Bispo Augusto Dias



Será que as obras podem nos garantir salvação? 
Veja o que o bispo Augusto Dias fala a respeito.




quinta-feira, fevereiro 9
Postado por: Rubens Ennes

Como se livrar da CULPA | Entre Nós



Todos nós erramos. Mas, será que todos conseguem se livrar da culpa que vem após o erro? Confira algumas dicas que podem lhe ajudar a vencer a culpa.









Postado por: Rubens Ennes

HUMILDADE: O que significa?

Como definir humildade - Flávio Gikovate

 "A verdadeira humildade é a do que é sábio, sincero e honesto: o que está mesmo ciente de suas limitações e sabe quão pouco é o que ele sabe." - Dr. Flávio Gikovate










Postado por: Rubens Ennes

Pela sobrevivência do nosso ideal



"Se projetas alguma coisa, ela te sairá bem, e a luz brilhará em teus caminhos." (Jó 22.28)

A busca por uma realização pessoal exige que façamos planejamentos. Traçamos nossas metas com base nos conhecimentos que adquirimos. No entanto, por mais preparados que possamos estar, não está proibido das coisas darem errado e por conta do imponderável, o sonho que parecia estar tão próximo de se concretizar, o vemos agora se esvaindo pouco a pouco entre os nossos dedos. Isto não é problema, o imprevisto é só mais uma circunstância a qual todos estamos sujeitos.

Problema mesmo, é se diante dos sucessivos maus resultados, insistirmos em fazer tudo do mesmo jeito ou da nossa própria maneira. Ficar dando murro em ponta de faca não é perseverança. Muitos se perdem em meio ao caos quando tentam desesperadamente convencer alguém de que ainda não perderam o controle da situação e que tudo ainda está conforme planejaram inicialmente, sendo que provavelmente, nem eles mesmos estão convencidos disto. Ser arrogante, teimoso ou tentar manter as aparências nessas horas, só servirá para agravar a situação. 

Em uma região desértica do Marrocos, onde achar pastos é raridade, uma cena inusitada foi registrada (vídeo acima), dezesseis cabras em cima de uma única árvore à procura de folhas e frutos. Na luta pela própria sobrevivência se viram obrigadas a dar um jeito, a necessidade as fez encontrar uma solução. É preciso reconhecer que temos uma tendência natural de apresentar resistência as mudanças e que o nosso orgulho nos leva a tomar a decisão de mudar somente quando somos obrigados, quando ficamos sem saída. A verdade é que não queremos quebrar nossa cômoda rotina e nem sair de nossa zona de conforto. 

Podemos tentar ignorar, mas, problemas costumam piorar com o passar do tempo. Se o que está em questão é a sobrevivência do nosso sonho, buscar uma mudança se torna mais do que necessário. Só temos a perder se ficarmos a reclamar das circunstâncias ou a esperar que uma hora apareça uma alma rica e caridosa para nos ajudar. Aliás, a realidade mostra que por mais que alguém diga que se importa com a gente, este alguém (ainda que queira) não pode assumir a nossa luta ou tomar atitudes por nós. Nem Deus faz isso, ELE se coloca a disposição para lutar com você e não por você. Até as cabras marroquinas já entenderam.

sábado, janeiro 28
Postado por: Rubens Lucas

Para o seu próprio bem: PARE DE RECLAMAR


Ninguém está livre de viver um dia difícil, mas, dependendo da maneira que reagimos, podemos transformar o que era para ser apenas um momento de dificuldade em um fracasso quase permanente. Só não se torna definitivo porque através do poder fé e de atitudes inteligentes, podemos construir um futuro diferente.

Quando percebemos já nas primeiras horas do dia que nada está saindo conforme o planejado e no decorrer de algumas horas tudo continua dando errado, é provável que surja em nossa mente pensamentos negativos, que se não vigiarmos acabarão se transformando em palavras como: “hoje vai ser um dia daqueles” “Não adianta, hoje não é meu dia”. O que parece ser um simples e inofensivo desabafo, pode estar enterrando qualquer possibilidade de mudança e decretar, pelo menos naquele dia, que o infortúnio seja estabelecido.

"A tua própria boca te condena, e não eu; os teus lábios testificam contra ti." (Jó 15.6)
Sabemos que lamentar, reclamar ou mesmo murmurar nunca resolveu o problema de ninguém, pelo contrário, tais atitudes nos fazem desviar o olhar do Senhor Jesus e deixar de confiar em Deus e em Seus propósitos para nossa vida. Nos igualamos aos hebreus que apesar de terem visto e experimentado tantas maravilhas de Deus, murmuravam a cada nova dificuldade encontrada. Tanta incredulidade e ingratidão resultaram em quarenta anos andando em círculos no deserto.

O mesmo tem se repetido na vida de pessoas que tiveram a oportunidade de ouvir tantas palavras edificantes, de assistir testemunhos extraordinários, além de terem presenciado a manifestação do poder de Deus em suas próprias vidas e mesmo assim, no calor da dificuldade acabam por encherem suas mentes de preocupações e as suas bocas de reclamações.

Quando murmuramos admitimos nossa ingratidão, manisfestamos incredulidade e invalidamos a promessa. Eis aí o motivo pelo qual, muitos cristãos estão levando uma vida de atraso e amarração.

"Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia." (1 Coríntios 10.10-12)

O grande problema é que depende de nós, porque se dependesse APENAS de Deus, a realidade de nossa vida seria outra. Nada é impossível para Deus, são os nossos medos e dúvidas que tem impedido Deus de fazer mais em nossa vida. Troque a queixa pelo louvor, a reclamação pelo clamor e a lamentação por atitudes de fé. Pare de reclamar, tome as atitudes necessárias e confie que Deus está cuidando de tudo.

















sexta-feira, janeiro 27
Postado por: Rubens Ennes

“Não julgueis!” – Podemos ou não julgar?


“Não julgueis!”, quem nunca ouviu esta sentença? É muito comum a pessoa que tem uma conduta errada ou um modo de vida inconveniente, usar em sua própria defesa este versículo para encerrar o assunto, não ser repreendida e nem ter que dar satisfação pela que vida que leva. A pessoa se defende atacando, definindo como errados os que reprovam sua conduta por estarem a julgando, sendo que com isto, ela mesma também está fazendo um julgamento. Percebe a incoerência que caímos quando logo reprovamos quem nos contesta?

Será que percebendo uma conduta imoral ou desrespeitosa, não podemos nos posicionar a respeito? Será que temos que nos calar diante de atitudes injustas e absurdas? Não é isso que o Senhor Jesus afirma.

Sobre nós cristãos julgarmos comportamentos e acontecimentos, a palavra diz:
"Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida!" (1 Co 6.2-3)
Juntos do nosso Senhor, os salvos irão julgar o mundo e até mesmo os próprios anjos. Se algo tão grandioso estará sobre o nosso poder de julgamento, porque não poderíamos julgar as coisas mínimas? A Palavra nos concede este direito.

Vamos entender melhor o que significa o “não julgueis”, analisando o contexto em quem foi proferido:
"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão”.  (Mt 7.1-5)
O risco de se cometer uma grande injustiça é enorme quando expressamos nossa opinião considerando somente o nosso ponto de vista. O Senhor Jesus estava nos alertando do perigo de emitirmos um parecer sem olhar o todo. Ele está condenando o modo egoísta, parcial e hipócrita de se julgar. Egoísta e parcial porque não procura ver todos os lados, não se coloca no lugar da pessoa que falhou e se vale apenas do próprio conceito; e hipócrita porque se acha no direito de apontar o erro alheio, enquanto, não reconhece e nem corrige os seus próprios.

No evangelho de João nós encontramos o seguinte verso: “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça.” (Jo 7.24)

Veja que a proibição não está no efetuar julgamentos, mas, na maneira com que o julgamento é conduzido e no critério que utilizamos para aplicá-lo. Nosso julgamento nunca pode ser feito por aquilo que vemos num primeiro momento, mas, segundo o padrão de Deus, segundo os olhos de Deus. Do contrário, o tiro pode acabar saindo pela culatra!

Digo isto, porque o Senhor Jesus está nos lembrando de que todos nós temos do que se envergonhar e se o nosso telhado também é de vidro, não é prudente tripudiar sobre os erros das outras pessoas. Estamos sendo avisados que o arrogante critério que usamos não ficará impune e se voltará contra nós.  Você se lembra da expressão “quem fala o que quer, houve o que não quer”? Pois então, podemos até insistir em tratar o cônjuge, os filhos, o funcionário ou um irmão na fé da maneira que bem entendemos, mas, é muito provável que qualquer dia desses, sejamos surpreendidos com um tratamento nada gentil, um tratamento que não gostaríamos de receber.

Voltando ao capítulo 7 de Mateus, encontramos o seguinte conselho: "Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas." (Mt 7.12).

Quando os religiosos defensores da moral e dos bons costumes vieram armados com as pedras da condenação, o Senhor Jesus os convidou a olharem para dentro de si mesmos antes que executassem aquela sentença de morte sobre aquela mulher. Se existe em nós a intenção ajudar alguém a superar um problema, ou mesmo, a se aproximar de Deus, o Mestre recomenda que façamos primeiro um autoexame. Quando colocamos a mão na consciência e percebemos os nossos erros, a trave em nosso olho; habilitamos-nos a ajudar nosso próximo, pois, com olhar de misericórdia, conseguimos nos colocar no lugar daquela pessoa que falhou.



Muitos pais tendem a endurecer o tratamento com seus filhos à medida que não se tornaram aquilo que idealizaram, sem procurarem saber o porquê que o filho está tendo aquele tipo de comportamento. Diante dos erros, chegam com o carimbo condenatório do “você está errado, então, cale a boca!” ou do “enquanto viver sob o meu teto, terá que ser do meu jeito”, ou ainda, “por sua culpa, nossa família ficará mal falada”.  Condenar não é ajudar. Não é diferente do que acontece em muitos relacionamentos quando se tenta mudar o cônjuge a força, na base de críticas e depreciação. A intenção em ambos os casos pode até ser boa, o objetivo é colocar os pingos nos “is” e resolver o inconveniente, mas, a atitude equivocada cria um atrito e um mal estar desnecessário, ao passo em que afasta cada vez mais as pessoas que amamos de nós.

Acontece que desenvolvemos resistência a quem não demonstra se importar conosco. Por que se importar com o que diz os que parecem só saber criticar os nossos defeitos e que nunca reconhecem nossos acertos? Por isto, que o recomendável na hora de ter uma conversa necessária no ambiente de trabalho ou familiar é iniciar o diálogo reconhecendo os acertos e citando as qualidades, para que fique claro para pessoa que o nosso objetivo não é querer mostrar que sabemos mais, que somos melhores ou que somente nós é que estamos certos. Fazendo assim, não nos colocamos em um nível acima da pessoa como se fossemos superiores, mas, evidenciamos que nos importamos com ela e que só queremos o seu bem.

Não estamos sendo proibidos de disciplinar, corrigir ou repreender e nem de condenar um determinado comportamento que é errado de fato. Estamos aprendendo com o Mestre que antes de fazermos o que precisa ser feito, devemos atentar em como isto será feito.

Como você acha que seriam os relacionamentos, as famílias ou a sociedade se as pessoas ao invés de impulsivas e precipitadas, buscassem ser mais sabias e prudentes em seus julgamentos e ações?









quinta-feira, janeiro 19
Postado por: Rubens Ennes

O Socorro do Céu



Montado em seu cavalo, o fazendeiro dirigia-se à cidade como fazia frequentemente, a fim de cuidar de seus negócios.

Nunca prestara atenção àquela casa humilde, quase escondida num desvio, à margem da estrada. Naquele dia experimentou insistente curiosidade.

Quem morava ali?

Cedendo ao impulso, aproximou-se. Contornou a residência e, sem desmontar, olhou por uma janela aberta e viu uma garotinha de aproximadamente dez anos, ajoelhada, de mãos postas, olhos lacrimejantes...

- Que faz você aí, minha filha?

- Estou orando a Deus, pedindo socorro... Meu pai morreu, minha mãe está doente, meus quatro irmãos têm fome...

- Que bobagem! - disse o fazendeiro. - O Céu não ajuda ninguém! Está muito distante... Temos que nos virar sozinhos!

Embora irreverente e um tanto rude, era um homem de bom coração. Compadeceu-se, tirou do bolso boa soma em dinheiro e o entregou à menina.

- Aí está. Vá comprar comida para os irmãos e remédio para a mamãe! E esqueça a oração.

Isto feito, retornou à estrada. Antes de completar duzentos metros, decidiu verificar se sua orientação estava sendo observada.

Para sua surpresa, a pequena devota continuava de joelhos.

- Ora essa, menina! Por que não vai fazer o que recomendei? Não lhe expliquei que não adianta pedir?

E a menina, feliz, respondeu:

- Já não estou mais pedindo, estou apenas agradecendo. Pedi a Deus e ele enviou o senhor!


"Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas." (Pv 3.5-6)











segunda-feira, janeiro 16
Postado por: Rubens Ennes

Os Inimigos dos meus sonhos



É provável que um dos maiores inimigos da realização dos nossos sonhos estejam em nossos próprios olhos quando consideramos apenas o que o tempo e as circunstâncias tem a dizer. Se o tempo diz que "é tarde demais" e que "se não mudou até hoje, não muda nunca mais"; as circunstâncias não ficam atrás e logo nos apontam um cenário desanimador onde pouco ou nada pode ser feito para reverter a situação.

"...Não temas, crê somente." (Mc 5.36)

Se o sonhador José, o escravo que se tornou o grande vizir do Egito, tivesse se deixado levar pelo que via e sentia ao longo das sucessivas injustiças sofridas, teria desabado emocionalmente, perdido sua esperança e talvez, desistido da sua fé. Mas, sabemos que ele creu e confiou mesmo que em muitos momentos, sua bondade, fidelidade e excelência nos serviços prestados pareciam não valerem à pena.

"Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram." (Jo 20.29)


Em nossos dias, não é difícil encontrarmos pessoas ansiosas por entender como o milagre irá acontecer afim de saberem se há motivo ou não para crerem. Acontece que Deus não nos dá motivos como se mendigasse por nossa fé, ELE nos dá a Sua Palavra e ela precisa ser suficiente para nós. A essência da fé nos faz olhar para o futuro com a certeza que Deus vai cumprir o que prometeu. (Hb 11.1)












sábado, janeiro 14
Postado por: Rubens Ennes

E se você não tivesse escolha?


Quando éramos crianças, tudo era menos complicado porque bastava a palavra de nossos pais para que nossas dúvidas e preocupações fossem completamente dissolvidas. Se a mãe dizia que tudo iria ficar bem, então, ficávamos tranquilos na certeza de que tudo ficaria bem. Se o pai dissesse para não ter medo porque ele estava ali, na mesma hora nos aquietávamos com a convicção de que agora estávamos protegidos e que nenhum mal nos aconteceria. Hoje, a Palavra que procede da boca de Deus parece não ser suficiente para muitos de nós.

Nascemos inocentes e à medida que vamos amadurecendo surge diante de nós, um leque de infinitas opções que nos obriga a fazer diversas escolhas diariamente, que em sua maioria, influenciam diretamente o nosso futuro. Em meio a um universo de possibilidades, surge a dúvida, o elemento determinante para o rumo infeliz que a humanidade tomou.

Sempre que precisamos fazer escolhas, damos preferência ao que entendemos ser a melhor alternativa para nós naquele momento. Não passa pela nossa cabeça a possibilidade de estarmos abraçando o mal, ao contrário, acreditamos estar optando pelo bem. O problema é que tanto o bem quanto o mal raramente estão vestidos do que realmente são. 

Como não somos oniscientes, temos a tendência de escolher o que é mal porque aquilo que vemos, ouvimos e sentimos tem um peso enorme em nossas decisões. Um exemplo clássico desta realidade tão comum a nossa natureza terrena é visto nas tantas pessoas que arruinaram suas vidas em nome do amor, quando na verdade, estavam sendo movidas pelo perigoso sentimento da paixão.

"Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte." (Pv 14.12)

No jardim do Éden a história era outra, o homem fazia o bem naturalmente, sem ao menos conhecer o que era o bem. Na sua inocência estava a sua garantia de felicidade e não haveria chance de fazer uma escolha ruim ou de fazer o que era mal enquanto só considerasse ter uma única opção: obedecer a Deus. Ao ordenar que não se comesse do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, Deus estava protegendo a criatura de fazer mal assim mesma. 

Ao contrário do que alguns acreditam, a felicidade não está atrelada a liberdade de fazermos o que quisermos da forma e na hora que tivermos vontade de fazer. A própria vida infeliz dos defensores dessa ideia acaba depondo contra a mesma, pois, não há como fugir o tempo inteiro das consequências de nossos atos. Precisamos usar nossa liberdade de escolha com responsabilidade e para o nosso próprio bem, não podemos nos dar o direito de ter uma outra opção, quando a palavra de Deus já nos mostrou a direção que devemos seguir. Se tem alguém que pode nos guiar às escolhas certas é Aquele que conhece o princípio e o fim de todas as coisas.








quinta-feira, janeiro 12
Postado por: Rubens Ennes

Deformar ou Reconstruir?



Elas tanto podem deformar quanto reconstruir. Conheça Chen Miller, uma professora israelense consciente do poder que há nas palavras e escolheu usá-las para transformar.








sexta-feira, dezembro 30
Postado por: Rubens Ennes

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